Opinião e Estudo

Artigos de opinião

A Comissão Nacional Justiça e Paz vem juntar-se a todos os que têm alertado para a dramática situação que vive hoje o povo de Cabo Delgado, a que ninguém pode ficar indiferente.
A dois passos do Natal, que este ano será tão diferente daquilo a que estamos habituados, em plena Novena da Imaculada Conceição, não podemos deixar passar este momento sem pensar no coração de pura criatura que, em toda a história da humanidade, esteve mais aberto ao infinito.
A Eucaristia é a celebração central e principal. É ponto de partida e ponto de chegada na vida cristã. Participação consciente, ativa e frutuosa é um princípio referente a todas as celebrações.
Retido nos meus aposentos, prisioneiro de tantas circunstâncias adversas, recolho-me um pouco mais, a aprofundar o conforto da palavra de Deus, que há muito não sei ler senão como uma visita, d’Ele, da Sua misericórdia infinita.
Sim, o colo confortável que preparamos para os nossos filhos, para as vidas que fazem parte da nossa vida, que passam pela nossa vida, às vezes por breves instantes, prepara-se com muita antecedência, fazendo crescer em nós o amor a Deus e aos homens.
Quase me fez estremecer a gritaria histérica daquele pregador islâmico, que incitava ao ódio e à guerra, repetindo palavras chegadas até nós com quinze séculos de conquistas e massacres e que encontram na ignorância de jovens e menos jovens, terreno fértil para o geminar dos gestos de ódio e de morte.
As consequências económicas da Covid-19 irão provavelmente criar uma tempestade perfeita para a má conduta, exacerbando os esquemas de fraude empresarial que ocorreram na última década e dando origem a outros (novos) actos de ausência de integridade.
A história tocou-me porque, em momento de falta de saúde, com muitos exames médicos, consultas e duas operações, usei muitos “para-quedas”, muito bem dobrados, graças a uma grande quantidade pessoas que tinham estudado.
Só falta que caiam as máscaras da tirania que se insinuou na tua obra, quando o homem quis ser igual a ti, sem ti. Tu, ao contrário, fizeste-te igual nós, connosco. Sempre aliado, mesmo quando nós traímos essa aliança!
Vem tudo isto a propósito da gritaria que se ouviu entre nós, procurando fazer-nos crer que o Papa tinha defendido o direito dos homossexuais ao casamento, a constituir família, tiveram alguns meios de comunicação social o desplante de afirmar.
O Concílio Vaticano II define a consciência como «o núcleo mais secreto e o sacrário do homem, no qual ele se encontra a sós com Deus, cuja voz ressoa na intimidade do seu ser» (GS 16).
Nesta vida, tudo tem o seu preço, resmunga uma voz pouco conformada dentro de mim, tentando desfazer o meu pensamento agradecido desta manhã.
Que pretende então Francisco quando, a 4 de outubro de 2020, publica a encíclica Fratelli Tutti sobre “a Fraternidade e a Amizade Social”? O elemento decisivo é, sem dúvida a tempestade que o Papa sente ameaçar crescentemente a humanidade nos nossos dias.
O homem não está satisfeito por ser aquilo que é. Por isso, busca um humanismo + (h+) que estará para além do humanismo: o trans-humanismo.
Há pouco, lendo e relendo a encíclica “Fratelli tutti”, depois de reflectir um pouco sobre o aproveitamento que nela se faz da chamada parábola do bom samaritano, a memória fugiu-me para a cozinha da casa.
Leio atentamente o exemplo da abertura de Job à vontade de Deus, que, de modo tão absurdo para o orgulho humano, parece tê-lo abandonado às fúrias da inveja de Satanás.
Desta maravilhosa conversa de Deus com Noé, retenho duas frases: «nunca mais um dilúvio devastará a terra». «Farei aparecer o meu arco sobre as nuvens, que será um sinal da aliança entre Mim e a terra».
O Sacrário é a Luz que dissipa as nossas trevas, é a Fonte que branqueia as manchas da alma. Não deixemos Nosso Senhor sozinho no Sacrário.
A espiritualidade cristã, que brota da graça recebida no encontro com Cristo e na iniciação cristã (Batismo, Crisma e Eucaristia) e se traduz da relação íntima e comunitária com Jesus Cristo, é como uma nascente que brota no coração.
Sobre a mesa tenho vários papéis – coisa que agora não se usa muito, mas que me faz grande falta, apesar de usar, ainda que mal, outros meios de escrita – tenho sobre a mesa vários papéis...