
NA HORA DAS TREVAS
O quarto Evangelho está, desde o Prólogo, marcado pelo mistério da luta entre as trevas e a luz, como se se tratasse de duas entidades em busca do poder absoluto

O quarto Evangelho está, desde o Prólogo, marcado pelo mistério da luta entre as trevas e a luz, como se se tratasse de duas entidades em busca do poder absoluto

Comecemos por um pouco de poesia: chama-se VISITA, o poema por onde vou tentando encaminhar as minhas reflexões: Foi escrito em Leiria, há oitenta e cinco anos, poucos meses antes

O coração tem razões que a razão não entende (Pascal) Quando comecei a alinhavar a os pensamentos para dar alma às palavras que queria escrever, a primeira coisa que me

“Não está aqui, pois ressuscitou, como tinha dito!” Algumas palavras, certamente escusadas, porque toda a gente sabe, ou, pelo menos, todos os meus leitores sabem que o Sepulcro, ou o

Nascido a meio do penúltimo ano de pontificado de Pio XI, creio bem que as primeiras memórias de alguma conversa ouvida em casa e que se referia ao sofrimento do

Aquele tempo, aqui, abrange as quatro décadas centrais do século XX, ou seja, entre 1930 a 1970. Nesse tempo, Maio, no imaginário do povo cristão, para além do que dizia

(Is 55, 10-11; Mt 6, 7-15) Antes de começar: Teria este título o conjunto de reflexões que foram acompanhando os meus dias de reclusão no leito, entregue aos cuidados competentes

(Mc 1,12-13; Lc 4,1-13) Então, o Espírito conduziu Jesus ao deserto, a fim de ser tentado pelo diabo. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome.

Peço licença para voltar ao tema das orelhas da mula: sinto que tenho de pedir desculpa a quem, por ventura ou má sorte leu o meu último texto, pois levei

Sou uma mula, querido Menino,Mas gosto tanto de ti!Pega-me nas orelhas e beija-me,Que não quero beijar-te,Porque terias medo! O boi disse à mula:Afasta-te, companheira,Que eu quero ver o Menino,E tuas

Não venho falar outra vez da feijoca que, apesar de ter desabrochado, seguindo as leis da natureza, pela ambição, pressa e impaciência do semeador, foi privada do sonho de viver

Depois da primeira hora de oração com que habitualmente começo as lides matinais e que inclui a Missa e o Terço, subi as persianas e abri as janelas, procurando o

É um hábito cultural muito próprio do cristianismo ocidental designar por Páscoa todas as celebrações do Mistério da Ressurreição de Cristo. Como acontece com qualquer tradição cultural, religiosa ou não,

Não sou especialista em História, e menos ainda versado em qualquer dos ramos em que se divide atualmente essa ciência. Ciência que, como ciência, não carece de grande nobreza e

«Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou. Não se perturbe o vosso coração nem se acobarde. Ouvistes o que

Ásculo, no Piceno, 279 a.C. Vai para mais de dois mil e trezentos anos! Pirro, rei do Epiro (digamos, a Albânia dos nossos dias), com os seus aliados do sul

Bem sei que, segundo a sã teologia e as solenes afirmações do último concílio ecuménico, a Igreja, mistério de Cristo na história dos homens, e Igreja, instituição eclesiástica visível, são

Desta vez começo com uma citação do último concílio ecuménico, o XXI da história da Igreja, segundo a contagem que me parece mais razoável, ainda que não universalmente adotada pelos

Talvez não seja de todo inoportuno refletir um pouco mais demoradamente sobre o conteúdo simbólico dos primeiros dezoito versículos do capítulo quinze do livro do Génesis, donde se extrai o

Alguém me confessou um dia, mais em tom de desabafo que de revolta, que não conseguia perceber porque é que Deus não protegia melhor os seus amigos: às vezes dava