Comentário da semana

Alguém escreveu: “Deceções são apenas uma forma de Deus dizer: eu tenho algo de melhor para ti”.
A conservação das cinzas em casa pode tornar mais difícil o luto, pois a pessoa está sempre a “tropeçar” nos restos mortais dos entes queridos. Não consegue assim separar-se deles e da memoria dolorosa da sua perda.
Jesus deixou-nos a Eucaristia para se dar em comunhão aos seus discípulos, através do pão e vinho. Foi o modo que ele inventou para os unir consigo pelo seu amor. Mas também para os unir entre eles, formando juntos com ele um só corpo. Assim lhes comunica o amor e a vida de Deus, para serem suas testemunhas e mensageiros no mundo. É esse memorial do Senhor que a Igreja celebra em cada Eucaristia.

“Tomai e comei” é o dom que, também hoje, através da Igreja e dos sacerdotes, Ele continua a oferecer aos cristãos, como o fez à primeira geração dos que escolheu e amou. Ele fala deste dom do seu amor com “pão da vida”, como alimento que veio do Céu, sacia o coração humano, “dá a vida ao mundo” e “dura até à vida eterna”. Ele torna-se também, através dos cristãos, da sua ação e do seu testemunho movidos por Cristo neles, força transformadora do mundo.

Lamenta-se com frequência o silêncio e a passividade de Deus perante o sofrimento humano. Esperava-se que, perante uma calamidade ou um acidente, Deus agisse como a proteção civil, os bombeiros, os médicos e os profissionais de saúde, socorrendo imediatamente as vítimas e curando o seu mal.
Não é só hoje, em tempos de pandemia, que a Igreja enfrenta murmurações e mal-estar no seu seio com críticas e confronto de posições contrapostas. É uma experiência que já vem desde as origens, na comunidade de Jerusalém, e está muito presente ao longo do percurso histórico da comunidade dos fiéis cristãos.
A minha resposta foi simples e direta: “Não acredite nelas... São obra de mentes doentias ou fanáticas. Acredite somente nas palavras de Jesus no Evangelho. E fique em paz”.
Esta experiência espiritual é particularmente importante neste tempo assombroso de crise mundial por causa da pandemia. Estamos a passar por um inverno em vários sentidos.
Não é nova na história da Igreja a impossibilidade de ir à igreja e de se reunir em assembleia. No seu livro “Onde dois ou três...”, Chiara Lubich (1920-2008), fundadora do Movimento dos Focolares, cita antigos escritos cristãos da época das perseguições onde se ensina como alimentar a fé e ajudar-se em tais situações.
A vida e as atividades da comunidade cristã transferiram-se agora temporariamente para a família, embora esta sempre tenha sido e continue a ser “Igreja doméstica”, onde se vive, se testemunha e se comunica a fé, se escuta e transmite a Palavra de Deus.
Como viver com responsabilidade e confiança este tempo difícil?
Chiara foi uma mística: contemplou a realidade de Deus e recebeu d’Ele a luz e o amor que lhe inflamaram o coração.
Está em curso na Diocese a eleição dos membros para o novo Conselho Pastoral Diocesano. Em Leiria-Fátima, este órgão foi criado em 1995 pelo bispo D. Serafim Silva, que aprovou os primeiros estatutos em 1997, renovados e atualizados em 2010, por D. António Marto
O que somos devemo-lo em grande parte à família onde nascemos, crescemos e formos educados. Nem tudo é bom e belo nas famílias.
O ioga está na moda, difundindo-se na nossa sociedade como mancha de óleo, através de estágios, aulas e propostas variadas que chegam mesmo às escolas básicas. E até a instituições católicas. Mestres e instrutores propõem exercícios corporais, respiração, relaxamento, alimentação vegetariana, pensamento positivo e meditação.
Fazem-se almoços e jantares ditos “de natal”, quando ainda se está a caminho da festa, trocam-se presentes e repetem-se os votos de festas felizes.
A responsabilidade humana e cristã em relação à criação é desenvolvida depois, uma vez mais, pelo Papa Francisco na sua mensagem para a celebração do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.
Para entendermos um pouco como será a ressurreição dos mortos, transcrevo as palavras do teólogo alemão Romano Guardini (1885-1968).
Especialmente no dia 2 de novembro, mas prolongando-se em alguns sítios por todo o mês, a Igreja Católica faz a comemoração anual dos fiéis defuntos. É um tempo de memória daqueles que nos precederam e a quem devemos grande parte do que somos.
No evangelho do passado domingo (Lc 18, 1-8), Jesus conta aos discípulos “uma parábola sobre a obrigação de orar sempre, sem desfalecer”. Fala de uma viúva que ia insistentemente pedir a um juiz para lhe “fazer justiça” contra o seu adversário.