Deceções abalam confiança e fazem aprender

Alguém escreveu: “Deceções são apenas uma forma de Deus dizer: eu tenho algo de melhor para ti”.

“Todos os dias, um pássaro pousava nos ramos secos de uma árvore que se erguia no meio de uma ampla planície deserta. Um dia, um tornado arrancou a árvore, obrigando o pobre pássaro a voar à busca de um abrigo, até que finalmente chegou a uma floresta cheia de árvores de fruto.
Às vezes, as calamidades podem levar ao crescimento.”

Todos sofremos deceções na vida. Deixam-nos tristes, desanimados, com a confiança abalada e feridas na alma, por vezes, difíceis de sarar. Acontece em relação a nós próprios, se não alcançamos um objetivo muito desejado ou fracassamos numa ambição, apesar do esforço. Também nos dececionamos com Deus, quando não corresponde ao nosso pedido intenso ou não nos protege, a nós ou aos nossos familiares e amigos, como esperávamos. Muitas deceções são-nos provocadas pelos outros, seja nas relações familiares, de amizade, de trabalho ou de camaradagem.

Deceções são sempre uma quebra nas próprias expectativas, que, por incapacidade, fraqueza, inadvertência, insensibilidade, livre decisão ou outra qualquer razão, não se concretizam. Vêm então as amargas conclusões: não sou tão bom como pensava, sonhei alto demais, de nada me valeu confiar em Deus e rezar, tal pessoa afinal não correspondeu ao que eu esperava, não merecia tanta confiança da minha parte.

A deceção põe-nos à prova, abala-nos a confiança, provoca uma crise, estilhaça as nossas visões e imagens sobre nós próprios, sobre os outros ou até sobre Deus. E faz-nos duvidar e vacilar. Põe-nos de rastos, obriga-nos libertar-nos de idealismos e a lidar com a realidade como ela é e com as suas fragilidades e riscos de fracasso.

Perante a deceção, podemos reagir de dois modos: pegá-la às costas e lamentar-nos ou deitá-la ao chão e seguir caminho.

Se carregamos com ela, não conseguimos deixar de pensar no que nos aconteceu e assim a nossa realidade torna-se cada vez mais pesada. Caímos na resignação e ficamos no estado de vítima. Perdemos sempre mais a confiança e a nossa vida torna-se triste e amarga.

Se decidimos deitá-la ao chão, ela deixa de nos pesar, vemo-la na sua verdadeira dimensão e podemos até distanciar-nos ou esquecê-la. Procuramos aprender com a deceção, ficando a conhecer-nos melhor bem como aos outros e a Deus. Assim crescemos com mais realismo e amadurecemos. Renovamos a confiança e continuamos a lutar pela vida com o que nela aprendemos.

A confirmar esta segunda atitude, algumas citações. Alguém escreveu: “Deceções são apenas uma forma de Deus dizer: eu tenho algo de melhor para ti”. Outro pensamento ensina: “As deceções são como uma escola onde podemos aprender lições que ficarão guardadas para o resto da vida”. E Martin Luther King aconselha: “Devemos aceitar a deceção finita, mas nunca perder a esperança infinita.”

Se soubermos encarar as deceções como desafios, sarar as feridas e aprender com elas, podem abrir caminho à busca de novas possibilidades para as relações interpessoais, uma fé em Deus mais adulta e firme e para a vida. Voamos então para mais longe, abrem-se novos horizontes e outras experiências, que enriquecem a nossa humanidade e a convivência uns com os outros.

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