Opinião Ecclesia

Assim como a assembleia litúrgica manifesta a Igreja, também esta se revela pela participação dos seus membros na acção litúrgica.
É um facto cada vez mais observável que as pessoas estão a perder um dado fundamental do credo cristão: a fé na Vida Eterna e que a morte não é o fim de tudo.
A Igreja celebra a Eucaristia em resposta ao mandamento do Senhor: “Fazei isto em memória de mim”
Seguindo Jesus, também nós somos impelidos a ser no mundo sinal da presença do Bom Samaritano para que outros experimentem a intensidade e a força com que Deus nos ama.
A conceção cristã da liberdade não nega nem se contrapõe ao modo como ela é normalmente vivida na sociedade atual. Dá-lhe, no entanto, uma outra motivação, horizonte e referência.
Lembro-me aqui, a título de exemplo, do professor universitário que arrendou um apartamento para o sem-abrigo que conheceu na rua, assumindo com o seu vencimento o pagamento pontual da renda...
A boa notícia é que esse Deus existe, viveu feito Homem entre os homens, ensinou a Verdade, deu exemplo de como nós homens devemos viver e morreu para nos salvar.
Como desejamos esconder esta falta de unidade entre o “estar” e o “ser”! Ansiamos tanto ter um corpo são em mente sã! Aspiramos à felicidade para sempre, mas sabemos que tal não é possível neste mundo.
Parece-me que estamos a perverter o sentido da dignidade e dos direitos humanos. A liberdade individual e a vontade de cada um tornam-se valores absolutos, a que todos se devem curvar e servir.
A participação na Celebração eucarística faz despertar em nós a exigência da entrega e esta mesma atitude é reforçada na adoração eucarística fora da Missa.