Unidade Pastoral de Fátima reuniu em assembleia e reforça caminho para uma Igreja mais viva

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Encontro reuniu representantes das comunidades e contou com a presença de D. José Ornelas, que sublinhou a importância de fortalecer a participação e as relações na vida da Igreja.

A Unidade Pastoral de Fátima reuniu-se em assembleia na noite de 3 de março, num encontro marcado pelo otimismo, pela partilha e pelo desejo de fortalecer a vida das comunidades. O cântico “Nós somos as pedras vivas”, que abriu e encerrou o encontro, acabou por simbolizar o ambiente vivido ao longo da assembleia.

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A reunião aconteceu a poucas semanas de se assinalar o primeiro aniversário da criação da Unidade Pastoral de Fátima, que iniciou oficialmente o seu caminho a 30 de março de 2025. O momento serviu para olhar para o percurso já realizado e para refletir sobre os desafios que continuam pela frente.

Presente na assembleia, o bispo de Leiria-Fátima, D. José Ornelas, reconheceu que ao longo deste primeiro ano já foi possível dar passos importantes, mas sublinhou que o caminho está apenas a começar.

“Fez-se algum caminho, mas isto é só o começo. Os desafios são enormes se queremos construir uma Igreja mais viva”, afirmou.

Durante a sua intervenção, o bispo destacou que a Igreja se constrói sobretudo a partir das relações entre as pessoas e da participação de todos na vida da comunidade.

“A Igreja é um conjunto de relações. Os bispos não são mais do que os outros, nem os padres”, disse, reconhecendo que essa pode ser uma tentação dentro da própria comunidade.

D. José Ornelas defendeu também que a Igreja não deve ser entendida apenas como um lugar onde se prestam serviços religiosos, mas como uma comunidade viva, onde todos têm um papel ativo.

“É preciso converter as estruturas e os processos, transformar as relações em relações de partilha, onde todos tenham um papel.”

Para ilustrar esta dimensão comunitária, recordou ainda as recentes tempestades que atingiram a região centro do país, nomeadamente Leiria e Ourém. Com algumas estruturas da cidade de Leiria parcialmente danificadas, o Seminário de Leiria acabou por se transformar num ponto de apoio para quem precisava de ajuda.

“Veio gente de todo o lado para ajudar: cristãos e não cristãos, portugueses e estrangeiros”, recordou, sublinhando que a Igreja não pode viver isolada da sociedade.

Referindo-se às paróquias em torno de Fátima, o bispo destacou também o papel particular destas comunidades na vida da Igreja.

“Aqui sente-se o coração materno da Igreja”, afirmou, acrescentando que o objetivo do caminho pastoral em curso é tornar a Igreja cada vez mais viva, participativa e missionária.

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