Perfil de Joana Veigas

Joana Veigas tem 26 anos e é natural da paróquia da Boa Vista. As semanas são passadas em Lisboa, onde dá aulas de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), enquanto conclui o mestrado em Ciências Religiosas, especialização em EMRC, na Universidade Católica.

Desde a ida para a capital, diz ter duplicado o trabalho pastoral. “Sempre fui muito próxima à minha comunidade”, garante. É catequista do 10.º ano, integra e dinamiza o grupo de acólitos, faz parte do conselho pastoral paroquial e assume a presidência diocesana da Acção Católica Rural (ACR), integrando a equipa nacional do movimento e colaborando na redação da revista “Mundo Rural”.

A Família

Joana cresceu no seio de uma família católica, que sempre assumiu a educação dos filhos na fé. Do exemplo familiar, herdou uma presença convicta, que acabou por motivar ainda mais a fonte inspiradora. “Os meus pais e os meus avós sempre me incentivaram a estar presente e, à medida que me ia envolvendo, acabaram por aprofundar ainda mais a sua presença.”
Ao recordar o percurso que fez, Joana diz perceber o sentido do caminho tomado em pequenos momentos que foram cruciais para ser a pessoa que hoje é. “Nos primeiros anos da catequese, gostava muito de, no final da Missa, ir ao pé do Sacrário falar, em silêncio, com Jesus.”
“Um percurso mais comprometido” começou a ser delineado com a participação numa atividade nacional da ACR. “Foi uma experiência marcante pela diversidade de pessoas de diferentes idades que conheci e que me ajudaram a consolidar a fé.” Do lado dos coordenadores do movimento, Joana era vista como uma adolescente com uma maturidade invulgar, o que os levou a convidá-la a integrar a equipa diocesana da ACR.

A envolvência na paróquia

A “rapariga tímida” que Joana diz ter sido até então, transformou-se com a entrada na ACR, que a estimulou para um auto-conhecimento e para uma cooperação mais convicta nas dinâmicas paroquiais. Começou a dar catequese logo após o Crisma, ao mesmo tempo que entrou para o grupo de acólitos.
A contribuir para esta participação mais assertiva esteve a confiança que nela depositaram, assegura. “Os votos de confiança que me deram foram essenciais para alargar os meus horizontes e sem eles não estaria onde hoje estou.”
O entusiasmo e a perseverança continuam a caracterizá-la, nas dinâmicas que mantém e nos esforços que tem feito, ao longo dos anos, para constituir um grupo de jovens na paróquia. “Não tem sido fácil, mas acredito que o Espírito Santo está a exercer a sua acção, impelindo-me a motivar os jovens. Sozinha, era incapaz de fazer tudo isto.”

Os estudos em teologia

Quando entrou no ensino secundário, Joana perspetivava os estudos na área da animação sócio-cultural, mas ao chegar ao 12.º ano, a certeza já não era a mesma. Quando faltavam apenas seis meses, ponderou, pela primeira vez, a hipótese do curso de teologia. “Naquele dia, comecei a ficar entusiasmada e a procurar saber mais, até que cheguei à conclusão que era teologia que queria seguir.”
A aceitação imediata por parte dos pais surpreendeu-a, ao ponto de os questionar se não estranhavam a sua escolha. “Tu és tão ligada às coisas da Igreja, faz todo o sentido que queiras seguir teologia”, foi a resposta que a fez sentir mais segura na opção que tomava.
Da experiência académica, faz referência ao bom acolhimento, num ambiente maioritariamente masculino. Na turma que integrou havia apenas mais uma mulher, que era religiosa, os restantes alunos eram homens, na sua maioria seminaristas. Lembra-se de, no primeiro ano do curso, alguns colegas de turma lhe perguntarem se era religiosa consagrada. “Não, sou leiga e vou manter um estado laical”, respondia, perante a admiração de quem a questionava.
O percurso académico de Joana não se limitou à conclusão com aproveitamento do currículo, tendo sido eleita presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Teologia e, mais tarde, da Federação Nacional das Associações de Estudantes de Teologia.
Quando iniciou os estudos, do universo de saídas que a escolha académica lhe possibilitava, estar ao serviço de uma diocese era a hipótese que mais a motivava, mas ao chegar ao 4.º ano, foi interpelada para dar aulas de EMRC numa escola de Lisboa. Aceitou o desafio e, no ano seguinte, começou a lecionar num colégio a alunos do 1.º ao 9.º ano, ao mesmo tempo que concluía os estudos.

Objetivo de vida

Foi no contexto académico que conheceu o namorado. Os seis anos e meio de conhecimento mútuo convergiram para a vontade de casar, que se concretiza neste próximo verão. Antes, espera concluir o mestrado em Ciências Religiosas, especialização em EMRC, com a apresentação da tese “O religioso nos jovens”. Recentemente, a convite do professor Juan Ambrósio, começou a dar formação no Instituto Diocesano de Formação Cristã do Patriarcado. Colabora também no projeto da editora Paulus “Minuto Youcat” onde, de uma forma simples, apresenta pontos essenciais do catecismo católico, através de vídeos publicados na internet.
Joana é tão peremptória a assumir os seus princípios quanto os seus projectos para o futuro. Vê-se como esposa, mãe e professora de EMRC.
Num blog que criou, escreveu que o seu objetivo de vida é “ajudar aqueles que têm fé a aprofundá-la e a conhecê-la e levá-la àqueles que ainda não a experimentam”. Agora, enquanto professora de EMRC, sente-se num lugar privilegiado para poder cumprir este lema, que embora tendo sido definido na adolescência, continua atual.
Olha com fé para a forma harmoniosa como tudo se estrutura na sua vida para que concretize os objetivos a que se vai propondo. Ao perspectivar o percurso que fez, nota que tem agora uma fé mais fortalecida, esclarecida e apta a ajudar outros no seu percurso de fé. Isto tudo, é claro, aliada à experiência de vida. “A fé de um cristão que não dê exemplo de vida, acaba por se tornar oca.” Joana tem um “balanço equilibrado” entre ambos, uma fé informada e esclarecida, que se faz disponível para os outros e que estende a alegria do seu exemplo aos que a rodeiam.
Com 26 anos, continua a falar com Deus, tal qual fazia em criança, num exame de consciência em jeito de oração que não abdica de fazer e onde sente a presença de Deus, nos outros, no seu noivo e em si mesma, no exemplo da sua entrega comprometida

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