Perfil de Fernanda Duarte

Maria Fernanda Duarte Gonçalves tem 53 anos e é da paróquia de Amor. Casada há 30 anos, mãe de dois filhos, vê na vida conjugal e na família a sua verdadeira vocação, numa consciência alimentada por uma participação ativa no movimento das Equipas de Nossa Senhora.

Como educadora de infância, encara o trabalho com as crianças como uma oportunidade para ser testemunho do amor de Deus.

Das referências familiares que a educaram na fé cristã, assumiu uma caminhada convicta e dedicada na Igreja. Na paróquia, onde ajudou a criar o agrupamento de escuteiros de Amor, coordena a pastoral familiar desde 2011 e é catequista há já 40 anos.

 

 

Fernanda Duarte fala da terra onde nasceu e cresceu com carinho e apego. “O período em que estive mais tempo longe daqui foi quando fui estudar para o Porto. Gosto muito da minha terrinha!” Tanto ela como o marido, Rui Duarte, são de Amor. Aponta a “ideal” localização geográfica e a ligação com as raízes familiares para justificar a ligação.

O pai queria que fosse secretária ou professora primária, mas o fascínio que demonstrou, desde cedo, por participar na educação de crianças, fê-la enveredar pela Educação de Infância. Admite que o facto de ser a mais velha de 8 irmãos, que ajudou a criar, possa ter influenciado a sua escolha. Cresceu numa família cristã, que rezava diariamente o Rosário. “Lembro-me que, quando os meus pais eram cursistas e tinham de sair à noite, nós, irmãos, mantivemos a oração do Rosário. Sendo a mais velha, era eu que pedia o Terço e, no fim, os meus irmãos vinham-me pedir a bênção”, conta entre sorrisos.

Da infância, lembra a avó paterna, natural das Cortes e que foi para si um exemplo de entrega à família e de caridade ao próximo. “Nos almoços de família, era ela quem nos punha a todos a rezar. No final, mandava-nos preparar três ou quatro panelas de comida para distribuir pelos pobres da terra.”

“Sou uma apaixonada pela Educação!”

Atualmente, Fernanda é catequista do 10.º ano. Começou a dar catequese na paróquia aos 12 anos, assim que fez o Crisma. Neste serviço que assume há já 40 anos, considera preponderante a bagagem na área da pedagogia e psicologia, que adquiriu na sua vida profissional enquanto educadora de infância. Durante o seu percurso, procurou sempre enriquecer esta experiência, frequentando as formações que eram propostas aos catequistas na Diocese.

O ânimo que sente pelas coisas ligadas à Educação tornaram esta procura natural e espontânea. “Sou uma apaixonada pela Educação e cada vez sinto mais que essa é a minha vocação.” As crianças são a principal motivação que encontra no seu trabalho, que não consegue separar das suas convicções religiosas. “Sinto, cada vez mais, que a minha profissão e a minha fé estão interligadas”, admite. “Na minha profissão, tento passar esta vertente de crente no amor de Deus.” Por exercer uma profissão que a realiza “profundamente”, Fernanda sente-se uma “sortuda”. Para concretizar a ideia, fala de um postal que escolheu para distribuir no dia da Bênção dos Bebés e das Grávidas. “Tinha uma frase que dizia: ‘Cada vida que nasce é uma esperança que Deus tem no Homem’. Eu sinto isto todos os dias na minha vida profissional. Acredito que Deus me põe ao serviço daquelas crianças, como testemunho do Seu Amor, porque tem muita esperança em mim e eu sinto essa responsabilidade.”

Crescer na fé em grupo

Quando frequentava a Escola Comercial de Leiria, no final da adolescência, criou, com alguns amigos da paróquia que também ali estudavam e partilhavam consigo a mesma fé e valores, um grupo, onde debatiam temas que lhe eram próximos. “Havia questões para as quais não tínhamos resposta e resolvemos pedir ajuda. Fomos ao seminário e o padre Augusto Gonçalves predispôs-se a ajudar-nos, passando a vir com frequência às reuniões, que entretanto começámos a realizar na paróquia.” O dinamismo do grupo propagou-se para cada um dos seus elementos e alastrou-se para as várias dinâmicas paroquiais, onde começaram a participar mais ativamente.

Foi no ambiente da pastoral juvenil que Fernanda se questionou de uma forma mais profunda sobre a sua vocação. Neste contexto, fala do contacto próximo que sempre teve com a sua tia e madrinha Piedade Duarte, ligada ao movimento Cristo Sentido Único e uma referência para si. “Sendo solteira por opção, é uma pessoa muito realizada e convicta no amor a Deus e aos outros.” Fala de uma relação com a tia que a ajudou a aprofundar o seu discernimento vocacional, do qual intuiu uma vontade de cumprir a sua vocação pelo Matrimónio.

Um espaço feito à medida

Foi no grupo de jovens que encontrou Rui Duarte, com quem viria a casar em 1984. “Lembro-me de ter pensado: É bom gostar de alguém que comunga dos mesmos valores que eu.”

Em casal, procuraram uma proposta de caminhada da vida conjugal. Encontraram-na nas Equipas de Nossa Senhora (ENS). Integraram o movimento formando uma equipa, há cerca de trinta anos atrás. “Encontrei nas ENS aquilo que ansiava e imaginava: um espaço feito à nossa medida, enquanto família que quer crescer na fé.” No movimento, têm ajudado na formação de novas equipas, já foram casal piloto (que acompanha as equipas recém formadas) e ultimamente, têm dado formação de reforço a casais que já estão há mais de quinze anos nas ENS. Este vínculo que criaram enquanto casal, fê-la assumir uma participação mais profunda neste movimento católico de espiritualidade conjugal, assumindo responsabilidades ao nível de setor, de região, nacional.

Na sequência da visita de D. António Marto à paróquia, em 2011, foi criada uma equipa de pastoral familiar, que desde então é coordenada por Fernanda e pelo marido. “Tendo em conta o trabalho que desempenhávamos nas ENS e na pastoral familiar na Diocese, resolvemos disponibilizar-nos mais para a nossa comunidade.” No serviço que coordenam, esforçam-se por transmitir, nas várias atividades, a perceção da “riqueza que é ser casal cristão”.

Ser casal cristão

Aproveitando o objetivo que traça para a coordenação da pastoral familiar paroquial, encaminhamos a conversa para um âmbito mais pessoal. Ser um casal cristão é uma riqueza? “É, e enormíssima. Temos tudo o que os outros têm e muito mais, porque a Igreja nos dá ferramentas para que, humanamente e na fé, possamos ser um casal e uma família mais feliz e realizada”, responde de forma convicta.

Fernanda é exigente consigo própria e naquilo que faz. Esta consciência deriva do sentido de responsabilidade que assume, na família, na profissão e no seu serviço da Igreja, numa alegria de servir motivada, atenta e contagiante.

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