Jovens da Diocese estiveram com o Papa na Polónia

Cracóvia recebeu, entre 26 e 31 de julho, a 31.ª Jornada Mundial da Juventude Jornada Mundial da Juventude (JMJ), com o tema “Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia”.

Dos cerca de sete mil jovens portugueses que participaram na Jornada, 200 partiram de Leiria-Fátima. Ao PRESENTE, ainda na viagem de regresso, falaram de uma experiência marcante.

Aos jovens de todo o mundo, o Papa pediu para saírem do sofá.

 

Testemunhos dos jovens da Diocese

 

“Partilhar a experiência, para fazer a diferença”

Célia Silva, Caxarias

“Está é já a terceira JMJ em que participo e cada uma foi tão diferente que é difícil comparar. Para mim foi a primeira vez que ficamos em famílias e o acolhimento foi simplesmente fantástico, sem palavras. Foi, sem dúvida, o ponto alto das JMJ. A generosidade das pessoas que nos receberam foi também muito marcante, quando fizemos a caminhada até ao local da vigília: dando água, comida ou um simples sorriso.

Um outro aspetos marcante foi o encontro com jovens de culturas, tão diferentes entre si, até de países onde ser cristão é um verdadeiro desafio, porque estão em minoria e não podem mostrar livremente a sua fé.

Da mensagem do Papa, o que mais retenho é o pedido para que os jovens sejam membros ativos da Igreja e não se deixem instalar, que não fiquem ‘sentados no sofá’.

Tanto em Madrid como em Cracóvia acompanhei jovens da paróquia e foi uma experiência enriquecedora poder ajudá-los a preparar esta Jornada. É gratificante ouvir, no dia seguinte, que querem estar presentes na próxima Jornada.

Agora, é importante que os jovens que participaram partilhem a sua experiência, para que possam fazer a diferença. Na vigararia de Ourém, já estamos a pensar na melhor forma de o poder fazer, para ver crescer os frutos desta participação.” 

 2016-08-04 JMJ Celia► Célia Silva com Tiago Rafael eFlávio Gomes, de Caxarias, no parque Blonia, antes da cerimónia de boas vindas ao Papa Francisco.

 

“Uma das melhores experiências da minha vida”

Flávio Gomes, Caxarias

“Foi a minha primeira JMJ e já planeio fazer muitas mais. Foi uma experiência fora do comum. Ver todos aqueles jovens reunidos por uma única força, a da fé, é espantoso!

De tudo o que envolveu esta nossa viagem, o que mais me tocou foi ver a forma como as famílias nos acolheram e trataram de nós. A forma como, logo desde o início, trataram estranhos como família, abdicando até das próprias camas para que tivéssemos um sítio confortável para dormir. É algo inexplicavelmente e muito gratificante. Atrevo-me a dizer que foi uma das melhores experiências da minha vida.”

 

“Quero ir ao Panamá daqui a três anos”

Tiago Rafael, Caxarias

“Sendo esta minha primeira JMJ, levo-a como uma experiência espetacular e muito marcante. Foi especial não só por ter sido a primeira, mas também por ter sido na terra de São Papa João Paulo II, que marcou a minha vida. Apesar de eu ser novo e não o ter visto pessoalmente, consegui agora senti-lo, através das palavras do atual Papa Francisco. Palavras de carinho e amor aos jovens, em homilias marcantes, que demonstraram porque é que ele é o Papa.

Esta JMJ deixou uma imensa vontade de repetir a experiência, daqui a três anos, no Panamá.”

 

“Posso dizer que ganhei uma nova família”

David Carreira, São Mamede

“Foi a minha segunda Jornada e foi bastante diferente, mas com a mesma emoção. A começar pela viagem, que foi bastante mais intensa e pela receção super calorosa em Pcim, na Polónia, onde ficámos.

É difícil eleger um momento alto, mas a nível pessoal, posso dizer que, talvez por me identificar bastante com ele, os momentos em que o Papa esteve presente foram muito gratificantes.

O acolhimento foi um dos pontos altos. Houve um sorteio para dividir os jovens da Diocese pelas famílias de acolhimento e antes desse sorteio tivemos uma receção super calorosa. Curiosamente, o primeiro rapaz que cumprimentei ao sair do autocarro foi aquele que me acolheu na sua casa, depois do sorteio. Tivemos condições excelentes, uma família muito acolhedora, muito boa comida. No final, a despedida foi muito difícil. Posso dizer que ganhei uma nova família!”

 2016-08-04 JMJ david

► David Carreira com a família que o acolheu em Pcim, na Polónia.

 

“Oportunidade para renovar o espírito cristão”

Marina Vieira, Pastoral juvenil diocesana

“Para mim, houve dois momentos altos: a Via Sacra, que nos fez meditar na paixão de Jesus conhecendo as várias instituicões e comunidades que põe em prática as bem-aventuranças, e a vigília de sábado, que nos fez mergulhar e conhecer o espírito da Misericórdia e o seu grande mistério.

Já tinha participado na JMJ de Madrid, em 2011 e quer uma quer outra encheram-me as medidas, fazendo renovar espírito cristão jovem e ajudando-me a entender que a Igreja continua a ser jovem e que os jovens continuam a ser Igreja.

Em Madrid fomos surpreendidos com o espírito jovem e acolhedor do Papa Bento XVI e agora, em Cracóvia, fomos desafiados pelo Papa Francisco a olhar para os grandes patronos da Jornada, principalmente para o seu fundador, São João Paulo II. Fomos ainda convidados a deixar uma marca no mundo.

Outro aspecto a sublinhar foi o acolhimento extraordinário que tivemos na Polónia, uma vez que ficámos quase todos em famílias de acolhimento que deram tudo para estarmos bem. Além disso, viveram connosco esta Jornada. Abriram-nos as paróquias, as casas e os corações.

Com os outros jovens houve um espírito de família sem fronteiras, com alegria, cantos, brincadeiras e acima de tudo com um grande espírito de comunhão, pois todos estavam lá pela mesma fé.”

2016-08-04 JMJ Marina

 ► Marina Vieira (segunda à esquerda, em baixo) com o grupo de jovens Somos Um, de Fátima, em Cracóvia.

 

 


 

O que disse o Papa aos jovens

“Um sofá contra todo o tipo de medos”

A principal mensagem que o Santo Padre deixou aos jovens de todo o mundo na JMJ de Cracóvia foi em jeito de desafio, para que saiam do sofá, rejeitem o comodismo e assumam a sua fé na praça pública, incluindo a esfera política, sem ceder ao egoísmo.

“Um sofá – como os que existem agora, modernos, incluindo massagens para dormir – que nos garanta horas de tranquilidade para mergulharmos no mundo dos videojogos e passar horas diante do computador. Um sofá contra todo o tipo de dores e medos”, explicou, durante a vigília de oração que reuniu mais de 1,5 milhões de pessoas no Campus da Misericórdia’, 15 quilómetros a sul de Cracóvia.

Francisco sublinhou que ninguém veio ao mundo para “vegetar” e que esta ideia de juventude “adormecida” apenas convém aos que “decidem o futuro” pelos outros. “É muito triste passar pela vida sem deixar uma marca”, conluíu, ao condenar as “outras drogas socialmente aceitáveis” que retiram a liberdade aos jovens e os deixam “entorpecidos”.

“Para seguir a Jesus, é preciso ter uma boa dose de coragem, é preciso decidir-se a trocar o sofá por um par de sapatos que te ajudem a caminhar por estradas nunca sonhadas”, disse, ao convidar os jovens a serem “atores políticos, pessoas que pensam, animadores sociais” e construam “umaeconomia mais solidária”.

2016-08-04 JMJ Papa

► Papa atravessa a Porta Santa da Misericórdia na JMJ com jovens dos cinco continentes.

 

A fraternidade e o acolhimento como resposta

O Papa Francisco deixou vários apelos em favor do acolhimento de refugiados, um tema politicamente delicado na Polónia, e recordou as vítimas da guerra em várias partes do mundo, particularmente na Síria.

Tendo como pano de fundo os recentes atentados terroristas na Europa, que levaram a um reforço da segurança durante a JMJ, o Papa apresentou a “fraternidade” como única resposta à violência e ao ódio, afirmando que não se vence o terror “com mais terror”.

No Ano Santo da Misericórdia que convocou para celebrar um Jubileu da Misericórdia, o Papa lembrou por várias vezes duas figuras polacas particularmente ligadas ao desenvolvimento da devoção à Divina Misericórdia: São João Paulo II, criador das JMJ, e Santa Faustina, canonizada por este mesmo Papa.

À margem do programa da JMJ, o Papa visitou os antigos campos de concentração nazis de Auschwitz e Birkenau, onde permaneceu em silêncio e em oração ao longo de cerca de 90 minutos, saudando sobreviventes do Holocausto e pessoas que ajudaram judeus a escapar à perseguição, incluindo uma religiosa católica. O Santo Padre visitou também um hospital pediátrico para sublinhar a importância de acompanhar os mais frágeis. Francisco presidiu ainda a uma Missa perante dezenas de milhares de pessoas em visita ao Santuário de Czestochowa, onde evocou o 1050.º aniversário do Batismo da Polónia e a história recente de sofrimento do país.

Próxima Jornada é no Panamá

No último dia, o Papa agradeceu aos voluntários da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2016 e anunciou o Panamá como país organizador da próxima edição internacional do evento, em 2019.

“Eu não sei se eu estarei no Panamá, mas posso assegurar-vos uma coisa, que Pedro estará no Panamá. E Pedro perguntar-vos-á se falaram com os avós, se falaram com os anciãos para ter memória, se tiveram a coragem e audácia para enfrentar a situação e se semearam para o futuro”, disse, no último encontro com participantes no encontro mundial de jovens católicos.

 

Foi a minha primeira JMJ e já planeio fazer muitas mais. Foi uma experiência fora do comum. Ver todos aqueles jovens reunidos por uma única força, a da fé, é espantoso!

De tudo o que envolveu esta nossa viagem, o que mais me tocou foi ver a forma como as famílias nos acolheram e trataram de nós. A forma como, logo desde o início, trataram estranhos como família, abdicando até das próprias camas para que tivéssemos um sítio confortável para dormir. É algo inexplicavelmente e muito gratificante. Atrevo-me a dizer que foi uma das melhores experiências da minha vida.”

Flávio Gomes, Caxarias

 

Sendo esta minha primeira JMJ, levo-a como uma experiência espetacular e muito marcante. Foi especial não só por ter sido a primeira, mas também por ter sido na terra de São Papa João Paulo II, que marcou a minha vida. Apesar de eu ser novo e não o ter visto pessoalmente, consegui agora senti-lo, através das palavras do atual Papa Francisco. Palavras de carinho e amor aos jovens, em homilias marcantes, que demonstraram porque é que ele é o Papa.

Esta JMJ deixou uma imensa vontade de repetir a experiência, daqui a três anos, no Panamá.”

Tiago Rafael, Caxarias

 

Está é já a terceira JMJ em que participo e cada uma foi tão diferente que é difícil comparar. Para mim foi a primeira vez que ficamos em famílias e o acolhimento foi simplesmente fantástico, sem palavras. Foi, sem dúvida, o ponto alto das JMJ. A generosidade das pessoas que nos receberam foi também muito marcante, quando fizemos a caminhada até ao local da vigília: dando água, comida ou um simples sorriso.

Um outro aspetos marcante foi o encontro com jovens de culturas, tão diferentes entre si, até de países onde ser cristão é um verdadeiro desafio, porque estão em minoria e não podem mostrar livremente a sua fé.

Da mensagem do Papa, o que mais retenho é o pedido para que os jovens sejam membros ativos da Igreja e não se deixem instalar, que não fiquem ‘sentados no sofá’.

Tanto em Madrid como em Cracóvia acompanhei jovens da paróquia e foi uma experiência enriquecedora poder ajudá-los a preparar esta Jornada. É gratificante ouvir, no dia seguinte, que querem estar presentes na próxima Jornada.

Agora, é importante que os jovens que participaram partilhem a sua experiência, para que possam fazer a diferença. Na vigararia de Ourém, já estamos a pensar na melhor forma de o poder fazer, para ver crescer os frutos desta participação.”

Célia Silva, Caxarias

 

Foi a minha segunda Jornada e foi bastante diferente, mas com a mesma emoção. A começar pela viagem, que foi bastante mais intensa e pela receção super calorosa em Pcim, na Polónia, onde ficámos.

É difícil eleger um momento alto, mas a nível pessoal, posso dizer que, talvez por me identificar bastante com ele, os momentos em que o Papa esteve presente foram muito gratificantes.

O acolhimento foi um dos pontos altos. Houve um sorteio para dividir os jovens da Diocese pelas famílias de acolhimento e antes desse sorteio tivemos uma receção super calorosa. Curiosamente, o primeiro rapaz que cumprimentei ao sair do autocarro foi aquele que me acolheu na sua casa, depois do sorteio. Tivemos condições excelentes, uma família muito acolhedora, muito boa comida. No final, a despedida foi muito difícil. Posso dizer que ganhei uma nova família!”

David Carreira, São Mamede

 

Para mim, houve dois momentos altos: a Via Sacra, que nos fez meditar na paixão de Jesus conhecendo as várias instituicões e comunidades que põe em prática as bem-aventuranças, e a vigília de sábado, que nos fez mergulhar e conhecer o espírito da Misericórdia e o seu grande mistério.

Já tinha participado na JMJ de Madrid, em 2011 e quer uma quer outra encheram-me as medidas, fazendo renovar espírito cristão jovem e ajudando-me a entender que a Igreja continua a ser jovem e que os jovens continuam a ser Igreja.

Em Madrid fomos surpreendidos com o espírito jovem e acolhedor do Papa Bento XVI e agora, em Cracóvia, fomos desafiados pelo Papa Francisco a olhar para os grandes patronos da Jornada, principalmente para o seu fundador, São João Paulo II. Fomos ainda convidados a deixar uma marca no mundo.

Outro aspecto a sublinhar foi o acolhimento extraordinário que tivemos na Polónia, uma vez que ficámos quase todos em famílias de acolhimento que deram tudo para estarmos bem. Além disso, viveram connosco esta Jornada. Abriram-nos as paróquias, as casas e os corações.

Com os outros jovens houve um espírito de família sem fronteiras, com alegria, cantos, brincadeiras e acima de tudo com um grande espírito de comunhão, pois todos estavam lá pela mesma fé.”

Marina Vieira, Pastoral juvenil diocesana

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