Chaínça mantém tradição do Mês de Maria

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Na Chaínça, na paróquia de Santa Catarina da Serra, a comunidade reuniu-se para assinalar o encerramento do Mês de Maria. Este momento continua a ser vivido com especial expressão, marcado por momentos de oração e celebração.

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Além de Nossa Senhora, a quem são tradicionalmente oferecidos andores e outras ofertas, que após a missa e a procissão são vendidos no adro da igreja, espaço que se torna também ponto de encontro e convívio da comunidade, as crianças assumem igualmente um lugar de destaque. Para além de participarem nas celebrações religiosas, no final é-lhes oferecido um lanche, gesto que reforça o espírito de partilha desta tradição.

A origem desta prática remonta a uma antiga festa da aldeia dedicada ao Santíssimo Sacramento, ainda hoje recordada pelos mais velhos da comunidade. Segundo testemunhos locais, esta devoção ganhou especial força após um episódio simbólico ligado à Eucaristia, interpretado pela população como sinal da presença e proximidade de Deus na comunidade.

Durante vários anos, a festa teve grande expressão, mobilizando toda a aldeia. As ruas eram cuidadosamente decoradas, vivia-se uma saudável rivalidade entre ruas e a procissão tinha todos os anos um percurso diferente, envolvendo toda a população num ambiente de forte participação.

As crianças que tinham feito a Primeira Comunhão nesse ano ocupavam lugar de destaque na procissão, lançando pétalas ao longo do percurso. No final, o momento de convívio incluía teatro, música e um lanche partilhado, oferecido a todas as crianças, independentemente da sua participação na catequese.

Antes de falecer, uma das figuras ligadas à organização da festa deixou um contributo financeiro destinado a assegurar a continuidade desta tradição, permitindo que a comunidade a mantivesse ao longo dos anos.

Com o passar do tempo, a celebração do Santíssimo deixou de se realizar, sendo progressivamente integrada no encerramento do Mês de Maria. Ainda assim, o lanche às crianças permaneceu como sinal vivo de continuidade.

Hoje, este gesto simples continua a ser preparado com dedicação por membros da comunidade, mantendo viva a ligação entre gerações. A atual comissão da capela manifesta o desejo de, no futuro, poder reforçar esta iniciativa e, quem sabe, recuperar parte da dimensão da antiga festa.

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