A primeira vez que ouvi falar do Banco Alimentar Contra a Fome soube logo que era para mim. Ter a oportunidade de ajudar os outros, apenas doando o nosso tempo, com boa disposição e um sorriso no rosto, parecia impossível recusar. No entanto, só mais tarde, realmente, percebi que não era apenas sobre isso, não podia ser só isso.

Por que razão se juntariam 105 voluntários de apenas uma escola, o CCMI, e mais de 42 mil por todo o país, senão por uma causa ainda mais grandiosa? Refletindo, cheguei a uma conclusão: quando estamos à porta de um supermercado, com um saco desdobrado, e um sorriso honesto, não estamos apenas a angariar alimentos: estamos a multiplicar amor.
Dividir é multiplicar, sejam alimentos, bens materiais ou até sorrisos. Durante aquela hora e meia, não somos apenas voluntários: somos semeadores da esperança, acreditando que, um dia, estas sementes floresçam num belo jardim, onde todos amamos o nosso próximo, tal como a nós próprios.
Carlota Amado