Acolhimento e saudação entre os participantes (de pé)
Cântico inicial (sugestão)
1. Porque és, Senhor, o caminho, que devemos nós seguir:
Nós Te damos hoje e sempre toda a glória e louvor. (2x)
2. Porque és, Senhor, a verdade, que devemos aceitar:
3. Porque és, Senhor, plena vida, que devemos nós viver:
Saudação e oração inicial
[Orientador] Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
[Todos] Ámen
[O] Ó Senhor, que o nosso amor seja sincero!
[T] Ensina-nos a rejeitar o mal e a aderir ao bem!
[O] Rezemos juntos!
[T] Senhor nosso Deus, ajuda-nos a viver com amor sincero. Concede-nos alegria na esperança, paciência na tribulação, perseverança na oração e força e coragem no exercício do nosso ministério. Que saibamos servir com humildade e alegria. Faz que nos alegremos com os que se alegram, que choremos com os que choram, e que busquemos sempre a paz. Ajuda-nos a vencer o mal com o bem, confiando sempre na Tua justiça. Ámen.
1º Passo: «Lectio»
(leitura orante da Palavra)
– sentados
[O] Em silêncio e em oração, escutemos e acolhamos a Palavra que nos é oferecida.
[Leitor 1] Da carta aos Romanos: «Despertar para a Vida Nova» (Rm 13,9-21)
«9Que o vosso amor seja sincero. Detestai o mal e apegai-vos ao bem. 10Sede afetuosos uns para com os outros no amor fraterno; adiantai-vos uns aos outros na estima mútua. 11Não sejais preguiçosos na vossa dedicação; deixai-vos inflamar pelo Espírito; entregai-vos ao serviço do Senhor. 12Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração. 13Partilhai com os santos que passam necessidade; aproveitai todas as ocasiões para serdes hospitaleiros. 14Bendizei os que vos perseguem; bendizei, não amaldiçoeis. 15Alegrai-vos com os que se alegram, chorai com os que choram. 16Preocupai-vos em andar de acordo uns com os outros; não vos preocupeis com as grandezas, mas entregai-vos ao que é humilde; não vos julgueis sábios por vós próprios. 17Não pagueis a ninguém o mal com o mal; interessai-vos pelo que é bom diante de todos os homens. 18Tanto quanto for possível e de vós dependa, vivei em paz com todos os homens. 19Não vos vingueis por vós próprios, caríssimos; mas deixai que seja Deus a castigar, pois está escrito: É a mim que compete punir, Eu é que hei de retribuir, diz o Senhor. 20Em vez disso, se o teu inimigo tem fome, dá-lhe de comer; se tem sede, dá-lhe de beber; porque, se fizeres isso, amontoarás carvões em brasa sobre a sua cabeça. 21Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem».
Palavra do Senhor!
[Leitor 2] Para ajudar a compreender o texto
Este trecho da Carta aos Romanos convida-nos a viver a fé de forma concreta e a traduzir o amor de Deus em atitudes diárias. Paulo lembra-nos que o Batismo não nos deixa apenas como crentes passivos, mas como membros ativos da Igreja, chamados a servir com alegria e dedicação. Somos convidados a amar sinceramente, a rejeitar o mal e a praticar o bem, a ser humildes, solidários e pacientes, mesmo perante dificuldades e conflitos. Cada gesto de serviço, cada ato de bondade ou perdão é uma resposta à graça de Deus que nos transforma e nos envia a construir a paz. No exercício do nosso ministério na Igreja e nos serviços em prol dos outros, percebemos que viver em comunhão com os irmãos é também viver em comunhão com Deus e viver para Ele. Ao bendizermos, ajudarmos e alegrarmo-nos com os outros, tornamo-nos sinais vivos da presença de Cristo. Como Paulo nos recorda, não devemos retribuir o mal, mas vencê-lo com o bem e, ao viver assim, devemos confiar que Deus é a nossa justiça e a nossa força. Esta passagem inspira-nos a ser Igreja em saída, onde cada batizado é chamado a colaborar, servir e testemunhar o amor de Deus em cada gesto.
[O] Ainda neste 1º passo, voltemos a ler em silêncio o texto (se possível use a sua própria Bíblia nesta segunda leitura). Deixemos a Palavra impregnar-se na nossa mente. Saboreemos palavra por palavra, frase por frase. O que está a ser tratado? Quais as palavras mais importantes? Quais são as frases mais incisivas? Sublinhemos [não tenha receio em sublinhar a Bíblia] o que mais nos chama a atenção no texto. (máx. 3 min.)
2º Passo: «Meditatio»
(Meditação pessoal da Palavra)
[O] Este 2º passo ajudar-nos-á a colocar a Palavra na nossa vida. É o momento de dialogarmos com aquilo que o texto nos está a dizer pessoalmente. A partir do texto bíblico e das perguntas que são propostas, respondamos: o que ‘me’ diz o texto? (máx. 2 ou 3 min. para cada reflexão)
«Que o vosso amor seja sincero. Detestai o mal e apegai-vos ao bem.»
O amor (caridade) é fundamental à vida cristã. Amar com sinceridade significa rejeitar o mal e deixar-se guiar pelo bem, colocando Deus e os outros como prioridades na nossa vida.
Procuro viver o amor sincero no meu dia a dia? Consigo discernir o que é mau e o que é bom nas minhas ações? Como posso tornar o meu amor mais autêntico e concreto, especialmente na família, na comunidade e na Igreja?
«Deixai-vos inflamar pelo Espírito; entregai-vos ao serviço do Senhor»
Servir na Igreja e na sociedade é consequência da presença do Espírito em nós. Não é apenas cumprir deveres, mas dar-se com alegria e generosidade.
Como me deixo guiar pelo Espírito no serviço aos outros? Estou disponível para assumir os ministérios ou pequenas tarefas que edificam a Igreja? O meu serviço na Igreja e pelos outros é feito com alegria, humildade e dedicação?
«… Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração»
A fé e o exercício dos ministérios exigem perseverança, confiança e muita paciência. A esperança não nos engana, pois Deus está presente, mesmo nas dificuldades.
Quando enfrento dificuldades, consigo manter a esperança e a alegria, porque sei realmente em quem pus a minha confiança e a ‘Quem’ estou a servir? Persevero na oração, mesmo quando as respostas parecem tardar? Como posso crescer na paciência em situações que me poem à prova?
«Partilhai com os santos que passam necessidade; aproveitai todas as ocasiões para serdes hospitaleiros»
A generosidade e a partilha são expressões do amor de Deus em nós e formas de servir na Igreja e no mundo.
Estou atento às necessidades dos outros? Como posso praticar a hospitalidade e a partilha na minha vida quotidiana? Servir faz-me crescer na fé e no amor?
«Não pagueis a ninguém o mal com o mal; interessai-vos pelo que é bom […] Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem»
O perdão e a bondade transformam a vida e a comunidade. O bem realizado supera o mal e torna-se sinal da presença de Deus.
Há pessoas ou situações em que guardo ressentimento, rancor ou mágoa? Como posso responder ao mal com o bem?
«Tanto quanto for possível e de vós dependa, vivei em paz com todos os homens»
A paz começa no coração e nas pequenas escolhas de cada dia. Deus pede-nos que façamos a nossa parte: gestos simples que desarmam tensões, palavras que curam e atitudes que aproximam. Quando respondemos ao mal com o bem, tornamo-nos sinais da presença de Deus.
Há alguém com quem preciso reconciliar-me? Tenho feito aquilo que realmente depende de mim para viver em paz?
3º Passo: «Oratio»
(«Oração pessoal», a partir da Palavra)
[O] Neste 3º passo da Lectio Divina, depois de termos dialogado com a Palavra, dialogamos agora com o Senhor através da Palavra. Louvemos a Deus pelo dom desta Palavra, por aquilo que, em concreto, Deus falou pessoalmente com cada um. Primeiramente, em silêncio, louvemos o Senhor por aquilo que este texto significa, segundo a nossa compreensão imediata. Podemos rever os versículos sublinhados por nós, ou as palavras que achámos mais importantes e, no nosso íntimo, agradeçamos ao Senhor por aquilo que Ele nos disse. (máx. 2 min.)
[O] Agora louvemos juntos:
[T] Obrigado, Senhor, pelo dom da fé e pelo dom do Teu amor. Bendito sejas, Senhor, porque nos ensinas a amar sinceramente, a rejeitar o mal e a praticar o bem. Obrigado, Senhor, por nos chamares a servir na Igreja, através dos ministérios, com alegria e generosidade. Bendito sejas, Senhor, porque nos convidas a perseverar na oração, a viver com paciência e esperança, mesmo nas tribulações. Muito obrigado, Senhor, porque nos inspiras a vencer o mal com o bem e a construir a paz com todos. Bendito sejas, Senhor, pelo Teu Espírito que nos guia, fortalece e transforma o nosso coração. Ámen.
4º Passo: «Contemplatio»
(intimidade com Deus a partir da Palavra)
[O] Neste 4º passo da Lectio Divina, somos convidados a adorar o Senhor através da Palavra. Fechemos os olhos, se possível, e imaginemos como seria a nossa vida sem Jesus, sem a luz que Ele nos dá para amar sinceramente, servir os outros e perseverar na esperança. No silêncio do coração, agradeçamos ao Senhor pela graça que nos permitir viver guiados pelo amor, pela paciência e pela bondade, conforme nos ensina Paulo nesta passagem da carta aos Romanos. Recordemos as ocasiões em que conseguimos vencer o mal com o bem, praticar a solidariedade, viver em humildade e em paz com os outros, ser sinais concretos do Amor de Deus. Deixemo-nos encher pelo Espírito, que nos fortalece e transforma, e, no silêncio da nossa alma, louvemos e adoremos a Deus pelo dom do amor que recebemos e por sermos chamados a servir. ([silêncio] máx. 2 min.)
5º Passo: «Actio»
(«Ação», cumprir a Palavra)
[O] Este 5º e último momento da Lectio Divina requer que, depois de termos discernido onde, na vida, podemos aplicar a Palavra que escutámos, tenhamos em mente ações concretas em que a possamos cumprir de hoje em diante. Como sugestão, cada um reveja onde pensou que poderia aplicar a Palavra, numa ação a realizar, e, se possível, escreva. (máx. 2 min)
Momentos finais
– Partilha
[O] Partilhemos, agora, o que nos disse pessoalmente a Palavra de Deus. Partilhemos, acima de tudo, algo que possa servir para o bem de todos.
Sugestão: Cada um pode dizer a palavra ou frase que mais o interpelou; ou partilhar espontaneamente, de modo breve, algo do que mais o tocou na meditação da Palavra; ou ainda, se se sentir impelido a isso, partilhar onde pensa que pode concretamente inserir e viver a mensagem desta Palavra.
– Oração final
[O] A partir do que escutámos e vivemos neste tempo de meditação da Palavra de Deus, de pé, rezemos juntos:
[T] Senhor, ajuda-nos a viver o Teu amor de forma sincera e concreta. Ensina-nos a rejeitar o mal e a abraçar o bem em cada gesto do nosso dia. Enche-nos do Teu Espírito, para que nos deixemos guiar na humildade, na paciência e na perseverança, unidos a Ti e ao Teu coração manso e humilde. Ensina-nos a servir na Igreja, junto dos irmãos, a vencer o mal com o bem, a partilhar, a acolher e a construir a paz. Faz-nos instrumentos da Tua paz. ‘Onde houver ódio’ que levemos o amor. ‘Onde houver ofensa’ que levemos o perdão. ‘Onde houver discórdia’ que levemos a união. Ajuda-nos, Senhor, a ter um coração grande para amar. Ámen.
– Cântico final (sugestão)
Dá-nos um coração, grande para amar.
Dá-nos um coração, forte para lutar.
Homens novos criadores da história,
construtores da nova humanidade,
Homens novos que vivem a existência,
como risco de um longo caminhar!
– Sinal da Cruz
[O] O Senhor nos abençoe + nos, livre de todo o mal + e nos conduza à vida eterna +
[T] Ámen.
No seguimento deste encontro, procure cada um dedicar algum tempo, num ou mais dias da semana, para retomar a meditação da Palavra de Deus e nela encontrar a luz e a força de Deus para a vida no dia-a-dia.
Sugestão: Escreva numa folha o versículo que mais tocou o seu coração e coloque-o num lugar de destaque, em casa ou no local de trabalho, onde várias vezes o possa ler novamente e a partir dele fazer a sua oração e vivê-lo concretamente.



