Reportagem de Fátima (dia 13): Pelo “mundo em perigo”, pela paz, pela família…

Na manhã do dia 13, uma multidão talvez um pouco mais numerosa voltou a encher o recinto, sendo o momento central a Eucaristia, concelebrada por 420 presbíteros e 28 bispos.

Na sua homilia, D. Fouad Twal começou por dizer “faz-nos bem vir a Fátima”, voltando a apontar este local como os da Terra Santa, onde Deus opera escolhendo “gente simples, lugares simples, linguagem simples”. A mesma simplicidade que pede a cada pessoa, “segundo a sua vocação específica”, na consagração da vida a “encarnar e a propagar a mensagem de Cristo, mensagem de amor e de reconciliação”.

De novo, os primeiros passos de Maria na Palestina serviram para recordar que ela sempre acompanhou o seu Filho, como acompanha hoje a Igreja: “Ela nunca esteve parada!”.

E de novo sublinhou que trazia consigo “toda a comunidade cristã de Jerusalém”, unida por Maria a Fátima e a “todos os lugares onde a Mãe de Deus quer continuar a ajudar a humanidade”. Repetiu o convite a uma visita à Terra Santa, ao encontro dos “lugares onde Maria Santíssima nasceu, viveu, sofreu e foi elevada ao Céu” e lembrou que “ela é uma só” e junto dela “ninguém se sente estrangeiro”, formando todos juntos “uma só família, que ama, que busca amor, paz, saúde e serenidade”.

Nossa Senhora apelou em Fátima “à conversão, à mudança de mentalidade e de coração”, referiu o Patriarca Latino de Jerusalém, considerando que “o mundo está em perigo, não só considerando a sua dimensão material, mas o seu aspeto principal: os homens e mulheres do mundo, todos e cada um dos habitantes do planeta terra, estão em perigo de eterna condenação”. A esse propósito, apelou ao sacrifício e à oração pela paz. “Quanto ódio há no mundo! Quantos crimes e quanta violência! Quanto sangue se derrama nos altares imundos dos ídolos!”, exclamou, dando como solução a oração do Rosário e a vida na caridade, pois “Cristo assegurou-nos que estaria sempre connosco”. Concretamente, referiu de novo os “graves problemas políticos” no Médio Oriente, em que os governos não conseguem garantir “a serena convivência”, onde proliferam os fanatismos religiosos e os extremismos de grupos islamitas e judeus, onde é impedida a livre circulação das pessoas para os seus lugares de culto e para visitarem os familiares, onde há “centenas de milhares de refugiados, gente que perdeu tudo, casa, veículos, trabalho, terra… a sua dignidade”.

 

Em defesa da família

Uma referência especial foi para o tema da família, que estará na agenda do próximo Sínodo dos Bispos, no mês de outubro. Na entrevista que dera à Sala de Imprensa do Santuário, já tinha referido que “parece que atualmente se querem impor modelos de famílias chamados alternativos… é um desatino, uma temeridade, mais ainda, uma atrocidade”. Em Fátima, pediu atenção à “família internacional composta pelas nações e povos do mundo”, à “família eclesial na bela diversidade das suas vocações”, mas sobretudo à “família humana”, base e fundamento da sociedade, “baseada no matrimónio indissolúvel entre um homem e uma mulher; família criada para ser fonte de amor mútuo e generosa fecundidade”. “A riqueza da família no Oriente pode servir, em certo aspeto, de estímulo a muitas graves realidades que se vivem no Ocidente, demonstrando que não é impossível viver bem a sã vida familiar”, afirmou, dando como exemplo o facto de os lares não terem utentes “porque as famílias não querem deixar os mais idosos”.

 

D. António Marto na despedida: “Fátima é sempre nova”

Repetindo a expressão “faz-nos bem vir a Fátima”, D. António Marto saudou a multidão na despedida, por ter enchido o recinto, “sem arredar pé, mesmo num dia laboral”. E lembrou a frase do peregrino S. João Paulo II: “Fátima é sempre nova”, para sublinhar a importância e atualidade da mensagem de Fátima para tantos milhares de pessoas por todo o mundo. Uma saudação especial foi enviada através do Patriarca de Jerusalém: “Leve o nosso abraço à comunidade da Terra Santa, para que não se sinta só e tenha a certeza da nossa solidariedade”.

A palavra final, como é hábito no bispo de Leiria-Fátima, foi para os mais “pequenitos”, convidando-os a uma presença numerosa na peregrinação das crianças, no próximo dia 10 de junho.

 

Fotorreportagens:

Dia 12 – Conferência de Imprensa

Dia 12 – Rosário e procissão de velas

Dia 13 – Missa de Nossa Senhora de Fátima

 

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