Pousos programa próximo ano: “então, senhor padre, como vai ser a nossa vida?”

Talvez uma boa conclusão seja admitir-se a urgência de iniciar desde já a constituição do tal Conselho Pastoral, como o lugar de excelência para a reflexão que estas linhas sugerem.

Ora aí está uma bela questão! Como vai ser a nossa vida nos próximos tempos? Também me tenho interrogado. E hoje mais não faço que partilhar algumas intuições, e com esperança de que no final de um determinado tempo algum deste objetivos, ou qualquer outro que consideremos legítimo, seja de alguma forma alcançado.

Conselho Pastoral

E começo por este tema: o chamado Conselho Pastoral Paroquial. Trata-se de um órgão que deve caraterizar qualquer paróquia, tal como o mesmo se espera de um Conselho para os assuntos económicos. A nossa paróquia não o tem, e suponho que desde há algum tempo. Espera-se o seguinte: que anime a Paróquia como comunidade eclesial; que coordene as ações que forem programadas no âmbito de pastoral paroquial, dentro e de harmonia com as orientações diocesanas; que examine, após informação conveniente, os problemas e carências de ordem pastoral; que incentive a cooperação entre todos os organismos paroquiais; que promova e mantenha ligação com os órgãos pastorais de nível vicarial e diocesano.

Pessoalmente parece-me que é chegado o tempo. E este exercício de escrita que hoje faço pode ser o início dos trabalhos a desenvolver pelo nosso futuro conselho pastoral paroquial. Há modelos de estatutos múltiplos, bem como testemunhos dos que nos antecederam em outras paróquias de Leiria ou em qualquer parte do país.

Administração e CpAEPPousos

É chegado o tempo de resolver ou renomear a administração paroquial: a Comissão da Igreja (que não existe desde há um tempo significativo, e depois das circunstâncias que em devido tempo foram publicadas), a Comissão do Vidigal e a Comissão dos Andrinos. Claro que em qualquer dos três lugares se mantém a administração das contas, o cuidado dos espaços e a capacidade de reunião e celebração. Porém é legítimo que esperemos a existência de três equipas de paroquianos, nomeados pelo Bispo da diocese, e identificados com um tempo e com uma missão, ao mesmo tempo que se reúnam e se coordenem com a regularidade que se deseje.

E na sequência destas três comissões existirá, consequentemente, o Conselho para os Assuntos Económicos da paróquia, diverso na sua caraterística e identidade da chamada Comissão da Igreja.

Ministros da Comunhão

Há escassos dias tive ocasião de comunicar com os nossos Ministros Extraordinários da Comunhão por dois motivos: apreciar uma situação inédita e admirável, e propor o desenvolvimento de uma agenda de trabalho. As palavras foram assim: “Temas que podem interessar: afinar a vossa missão (afinação de tarefas e definição de outras (liturgia, equipes de leitores e de acólitos, cuidado das alfaias, coordenação da presença com um “mínimo garantido” nas celebrações que se definir, etc.); formação de adultos para Crisma; constituição de Conselho Pastoral na paróquia; organização da “adoração ao santíssimo” preferindo atitudes paroquiais a dinamismos particulares; revisão do programa de Missas na paróquia; etc.”. E acrescento a revisão da disponibilidade próxima de cada um, o alargamento do grupo, e a constituição de um serviço paroquial de visita aos doentes e idosos. O assunto está sugerido. Aguardemos reações.

Catequese paroquial

Sobre este assunto não tenho novidades, a não ser o desejo de continuar o caminho que se está percorrendo. Porque o grupo de catequistas, quer nos Pousos quer no Vidigal, é coeso, maduro, experiente, disponível, credível e responsável. E aí está o espaço e as circunstâncias que sustentam o que se equacionar sobre o plano de catequese 2021-22, sobre assiduidade, sobre celebração, sobre espaços físicos, sobre constituição de grupos, sobre comunicação com as famílias, etc. Também aí está o lugar para as reflexões e decisões que sejam necessárias tomar quer nos Pousos quer no Vidigal (enquanto centro de catequese).

Também a existência de uma Comissão de Pais deve ser entendida como um bem que existe. E porque existe, tem lugar para se poder consolidar ou reagrupar.

Comissões das festas

A paróquia tem tradição de algumas festas anuais: São sebastião (em janeiro, nos Pousos), Senhor dos Aflitos (pela Ascensão, nos Pousos), Senhora da Conceição (em meados de agosto, no Vidigal), Senhora da Saúde (em início de setembro, nos Andrinos), e Senhora do Desterro (entre final de setembro ou início de outubro, nos Pousos). Neste momento está constituída e a trabalhar a Comissão da festa do Senhor dos Aflitos. E meu desejo que as demais festas tenham comissões entretanto apresentadas, com tranquilidade em relação aos critérios da sua constituição. Aqui recordo que nenhuma delas está assim tão vinculada a grupos de idade quanto por vezes se defende, uma vez que qualquer dessas festas tem tido comissões constituídas de acordo com diferenciados critérios; apenas a festa do Senhor dos Aflitos se tem constituído, nos últimos 24 anos, com pessoas nascidas 50 anos antes.

Liga Pedras Vivas

Há hora da redação destas linhas decorrem contactos diversos sobre a reorganização da equipa paroquial que coordena esta Liga, que se constituiu com o objetivo de financiar a construção (e atualmente a liquidação da dívida ainda existente)

da igreja da paróquia e das edificações anexas. As quatro pessoas do grupo já confirmaram a sua disponibilidade de continuação; três outras pessoas convidadas também aceitaram o convite; e duas outras pessoas ainda não foram contactadas. Significa que dentro de algumas horas poderemos anunciar um grupo coordenador da Liga constituído por 7 a 9 pessoas. Excelente.

E agenda de temas também não falta.

Grupos e Movimentos

O que vos posso dizer é que sinto a necessidade de, como pároco, me aproximar um pouco mais de cada um dos grupos existentes: Agrupamento de Escuteiros, Rede Mundial de Oração pelo Papa/ Apostolado da Oração, Legião de Maria, LIAM–Grupo Intensificador da Ação Missionária, Rosaristas, Movimento da Mensagem de Fátima, e FMME. Espero não ter esquecido ninguém. qui tenho objetivos modestos. Sobretudo garantir algumas coisas: rotinas de eleição dos responsáveis (de acordo com os estatutos de cada Associação), participação sadia na vida da comunidade (sem aniquilação do que é específico de cada grupo), calendarização anual das atividade de cada grupo em boa harmonia com o programa paroquial ou diocesano, apresentação de relatórios de atividade e de gestão.

Não há nada de inédito nesta apreciação, até porque já se tem tido esse cuidado em alguns dos anos anteriores.

Aqui manifesto o desejo de aproximar mais a Conferência de São Vicente de Paulo, quer do pároco quer da paróquia, como objetivo do próximo ano pastoral.

Outros assuntos

Apetece apresentar sempre muito mais. O que até não é mau! Mas pode não ser bom! E agora? Resisto à tentação?

– Digo alguma coisa sobre a proximidade do pároco ou da paróquia com as famílias enlutadas?

– Pronuncio-me sobre pastoral juvenil?

– Algo sobre jornadas Mundiais da Juventude (as próximas serão em Portugal)?

– Trabalharemos a catequese ou formação de adultos? Alpha é opção?

– Estamos bem na administração paroquial (registos, contabilidade, arquivo)?

– Alguma coisa sobre Malaposta, facebook paroquial ou site?

– E as iniciativas possíveis em temas de pastoral familiar?

– O Centro Social Paroquial deve atrair multidões para as suas causas constituindo alguma coisa parecida com as “ligas de amigos e benfeotores”?

Fiquemos por aqui. Não precisamos morrer na praia! Nem frustrar-mo-nos demais! Aqui partilho o que me tem andado a ocupar a alma, neste final de ano pastoral, e nesta véspera de outro que aí venha.

Talvez uma boa conclusão seja admitir-se a urgência de iniciar desde já a constituição do tal Conselho Pastoral, como o lugar de excelência para a reflexão que estas linhas sugerem.

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