Na comunidade paroquial dos Pousos, é habitual os fiéis associarem uma intenção particular à celebração da Eucaristia. Seja por um ente querido falecido, por uma intenção particular ou em ação de graças, este gesto, o estipêndio, é uma forma de participarmos mais intimamente no sacrifício de Cristo. Mas é também um ato de responsabilidade e transparência que importa conhecer.
Muitas vezes, associamos as intenções apenas ao sufrágio pelos defuntos, mas o sentido é muito mais amplo. Podemos e devemos colocar diante do Senhor qualquer intenção: um aniversário, a saúde de um familiar, o agradecimento por uma graça recebida ou um pedido de luz para uma decisão difícil. Ao marcarmos uma intenção, estamos a convidar toda a comunidade a juntar as suas orações à nossa.
Como marcar a intenção Para facilitar esta proximidade, existem várias formas de o fazer: no Cartório Paroquial, para um agendamento mais antecipado, ou também o pode fazer antes da Missa, tanto nas capelas dos Andrinos e do Vidigal como na sacristia da igreja paroquial dos Pousos, onde encontrará uma folha própria para escrever as intenções pelas quais pede a oração de todos os presentes naquela celebração.
O destino das ofertas A Igreja vive da partilha e, de acordo com as recentes orientações diocesanas, o fruto dos estipêndios na nossa Diocese é gerido com rigor. O padre que celebra a Missa recebe apenas o correspondente a um estipêndio (10,00 €). No caso do pároco, existe o compromisso de aplicar uma Missa todos os domingos pelas intenções de toda a comunidade (“Missa pro populo”), não havendo por isso, por princípio, intenções particulares.
No final de 2025, está registado o total de ofertas acumuladas para além deste ano, assim distribuídos: Pousos: 3.879,00 €; Vidigal: 740,00 €; Andrinos: 425,00 €.
Deste montante, 1.560,00 € foram entregues aos sacerdotes pelas Missas celebradas. O remanescente, seguindo as normas da Diocese, será distribuído da seguinte forma:
- 50 por cento (1.742,00 €): destinados à celebração de Missas pelas intenções dos ofertantes, entregue na Câmara Eclesiástica da Diocese.
- 25 por cento (871,00 €): para o Fundo Económico do Clero, que apoia o vencimento, reforma e cuidados de saúde de alguns sacerdotes da Diocese.
- 25 por cento (871,00 €): para o fundo paroquial, ajudando nas despesas e missão da nossa própria paróquia.
Ao entregar o seu estipêndio, a pessoa não está a “pagar” uma Missa, mas a sustentar a missão da Igreja e a cuidar daqueles que a servem. É um elo de caridade que une quem oferece, quem celebra e toda a comunidade.



