Pequena Família Franciscana

O desejo de consagração laical de um grupo de mulheres ligadas à espiritualidade franciscana levou o frei Ireneu Mazzotti a fundar este instituto, em 1929. Sem vida comunitária, o seu lema é “viver a vida de união com Deus na cela da alma e no meio do mundo”.

 

União com Deus, “na célula da alma”
e no mundo

Todas as grandes obras se iniciam por uma pequena pedra e esta começou com o sonho da jovem professora Vincenza Stroppa (1893-1982). Ela desejava consagrar-se a Deus no meio do mundo e para tal elaborou um projecto de vida, em colaboração com o frade menor franciscano Irineu Mazotti. Com mais cinco senhoras que partilhavam o mesmo ideal, o primeiro grupo da Pequena Família Franciscana surgia com o seu ato de consagração, em dezembro de 1929, no mosteiro franciscano de São Caetano, em Brescia, Itália.

O fundador frei Ireneu – irmão de D. Arcângelo Mazzotti, arcebispo de Sassari, que foi um grande protetor do instituto – ajudou Vicenza a escrever a regra de vida do grupo, inspirada na espiritualidade da Ordem Terceira Franciscana. Nos anos seguintes, outros grupos foram surgindo e consolidaram a obra que viria a ser reconhecida como Instituto Secular na diocese de Brescia, em 1975, e como Instituto de Direito Pontifício, em 1983.

O Instituto organiza-se por regiões e, em cada uma, por grupos, estando atualmente presente em Itália, Portugal, Espanha, França, Áustria, Malta, Suíça, Croácia, Brasil, Chile, Argentina, Paraguai, EUA, Quénia e Uganda.

 

Forma de vida

2015-12-17 sopra1Estas mulheres querem responder ao convite de Jesus “vem e segue-me”, sem deixar o mundo, mas vivendo nele à maneira da pequena família de Nazaré, cujo centro é Jesus. Uma vida simples, humilde, nas condições ordinárias da vida, feita de silêncio, oração e atividades apostólicas e profissionais. Uma vida de louvor a Deus pelas maravilhas da criação e as suas criaturas e que se dedica a que Jesus seja conhecido e amado pelos homens, seguindo o exemplo de São Francisco de Assis. Numa frase, que adoptaram como lema: “Uma vida de união com Deus, na célula da alma e no meio do mundo”.

Tal como os religiosos, fazem total consagração a Deus através da profissão dos conselhos evangélicos de pobreza, obediência e castidade, mas em plena e autêntica secularidade. Procuram a conformidade com Cristo segundo os princípios da espiritualidade franciscana, para a realização do seu reino em toda a parte, mediante o serviço constante e generoso à Igreja e o testemunho de vida cristã no trabalho e em todos os ambientes da vida quotidiana.

Mesmo vivendo sozinhas, em família ou em serviço noutras comunidades, a comunhão entre os membros do Instituto é um elemento constituinte do seu carisma. As consagradas da Pequena Família Franciscana vivem um espírito de família unida pela caridade recíproca e encontram-se regularmente no respetivo grupo local, para retiros mensais, exercícios espirituais, encontros fraternos e formação. Aí intensificam também a vida de piedade eucarística e mariana e o zelo pela santificação dos seus membros, dos sacerdotes e de todas as pessoas consagradas.

 

Formação para a vida

A formação intensa e permanente é uma das características do Instituto. Quem sinta o desejo de nele entrar deverá passar por um processo de três anos de preparação para a consagração e seis anos após a incorporação definitiva e consagração. Mas a formação continua por toda a vida, no sentido do aprofundamento da fé e da sua aplicação nos contextos da vida quotidiana, na oração e no trabalho, nos relacionamentos dentro e fora do grupo e na relação com o meio ambiente cultural, social e político em que cada uma se move.

O objectivo fundamental desta aprendizagem ao longo da vida é animar, nutrir e manter a fidelidade à sua vocação em todas as dimensões da vida humana e cristã, para construir o Reino de Deus em tempos e condições de mudança contínua.

 

Na Diocese

2015-12-17 sopra2O Instituto chegou a Portugal em 1984, um ano depois do seu reconhecimento pontifício, constituindo a sua sede em Lisboa. No entanto, no ano seguinte, essa sede foi transferida para Moimento, em Fátima.

Segundo Maria Isabel Pereira, natural de Leiria e delegada da comunidade presente da Diocese, a principal ação pastoral que os seus membros aqui desenvolvem é  a da evangelização no mundo do trabalho, no acolhimento, serviços de saúde, ensino, apoio a doentes, idosos e apoio ao domicílio, mas também na catequese e dinamização de grupos de jovens.

Na casa de Fátima, o grupo nacional reúne-se no terceiro fim de semana de cada mês, sendo o sábado destinado ao retiro e o domingo à formação específica do Instituto.

 

O que é um Instituto Secular?

É um instituto de vida consagrada no qual os fiéis, vivendo no mundo, tendem à perfeição da caridade e procuram cooperar para a santificação do mundo, principalmente a partir de dentro. Os membros de um instituto secular, pela sua consagração, não mudam no Povo de Deus a sua condição canónica, laical ou clerical. Vivem nas condições ordinárias do mundo, sozinhos, na própria família, ou num grupo de vida fraterna, de acordo com as respetivas constituições (Cf. CDC, 710-714).

 

Testemunho vocacional

Encontrei resposta a todos os anseios

2015-12-17 sopra3Chamo-me Rosa. Nasci na Mata da Rainha, uma aldeia do concelho do Fundão. Desde muito cedo senti em mim o desejo de me entregar a Deus de um modo mais pleno.

Na minha comunhão com Deus fui percebendo o que o Senhor queria de mim. Em 1990, conheci o Instituto Secular da Pequena Família Franciscana (PFF), onde entrei no ano seguinte. Descobri que a espiritualidade franciscana era o ideal para mim, fascinada pelo carisma de Francisco de Assis, pelo seu desprendimento, liberdade interior e amor à paixão de Cristo.

Desde a adolescência, senti em mim o desejo de gastar a minha vida a ajudar os sacerdotes, sem contudo saber como, nem em que campo. Na PFF encontrei resposta para todos estes anseios.

No meu trabalho, atualmente ao serviço de uma casa religiosa, tenho oportunidade de o fazer. Trabalho, acolho as pessoas, rezo e ofereço a Deus a minha vida: isto realiza-me e responde ao dom a que me sinto chamada por Deus. O mundo não é para mim um impedimento à oração, antes pelo contrário. No meu espaço secular sinto que, através de tudo o que é criado, Deus me procura e eu me encontro afagada pelo seu amor.

Quanto mais me dou, mais pertença me sinto de Deus. Tudo é graça e dom d’Ele. Por isso, rezo: “Louvado sejas, meu Senhor e meu Deus”.

Rosa

Números

No mundo

Grupos: 15

Membros: 750

Portugal

Grupos: 1

Membros: 11 efetivos e 1 em formação

Na diocese

Membros: 4

Mais nova: 51 anos

Mais velha: 76 anos

Média etária: 67 anos

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