«criei-vos sem vós, mas não vos salvarei sem vós.» Santa Catarina de Sena
A liberdade com que Deus nos criou, é o nosso bem mais precioso.
Deus não nos quer salvar apesar de nós, mas sim quer salvar-nos connosco.
Em Cristo, Deus já nos salvou, mas é nossa a liberdade de aceitar ou não essa salvação.
Se Deus nos salvasse apesar de nós, significaria que não seríamos livres de escolher o nosso caminho e, se não fossemos livres em Deus, então o Seu amor por nós não era completo e perfeito, porque o verdadeiro amor não aprisiona, mas antes liberta.
Mas sabemos, acreditamos que Deus é amor e assim sendo é o amor perfeito.
É verdade que a misericórdia de Deus é infinita, que o Seu amor e o Seu perdão são sempre infinitamente maiores que o nosso pecado, mas para sermos perdoados temos que usar a nossa liberdade aceitando o nosso erro e abrindo-nos novamente ao amor libertador de Deus.
Atrevo-me a escrever que a nossa liberdade aumenta à medida que a fé em nós se torna cada vez mais a nossa razão de viver.
Claro que a liberdade não se mede, ou se é livre ou não, mas a fé deve iluminar a liberdade, como a liberdade deve iluminar a fé.
Se a fé se faz em vida em nós, então a liberdade em Deus só nos pode levar à verdade de que só somos verdadeiramente livres quando fazemos a vontade de Deus.
Por outro lado, a liberdade de Deus em nós verdadeiramente assumida, fortalece a fé, porque a confiança e a esperança em Deus se tornam vida em nós, e nos levam a acreditar no amor de Deus que nos liberta.
E o amor de Deus liberta-nos porque perceberemos no fim que a vontade de Deus deveria ser sempre a nossa vontade, e essa vontade é a liberdade de nos deixarmos amar por Deus para além de nós próprios.
Só somos verdadeiramente livres mergulhados no amor de Deus.