Novo museu de Aljubarrota junta “Arte e ofício de fé”

O recente núcleo museológico de Aljubarrota é o sonho concretizado do padre Ramiro Portela. Depois de três anos de obras, o edifício é o ponto de partida, ou de chegada, de um circuito cultural e patrimonial que se estende por toda a paróquia e que une a arte ao ofício da fé.

Aljubarrota tem um novo ponto de interesse cultural. Inaugurado em dezembro do ano passado, o recente núcleo museológico é o sonho concretizado do padre Ramiro Portela, pároco de Aljubarrota.

“Arte e ofício de fé” é o nome deste recente investimento que marca o início (ou fim) do circuito histórico, cultural e artístico da paróquia que se estende por mais 17 igrejas locais. Ali, junto à igreja paroquial de S. Vicente, está o núcleo de arte sacra de Aljubarrota.

O edifício organiza-se em dois espaços: “a primeira sala é dedicada à arte sacra e a segunda ao ofício do padre”, explica Alberto Guerreiro, museólogo da autarquia de Alcobaça e comissário da exposição.

Na primeira sala encontram-se “exemplares escultóricos que vão desde o século XVI ao século XIX”, conta, adiantando que se tratam “de exemplares muito bons em termos do que temos de arte sacra não só a nível local como também a nível regional”. Num segundo momento, o visitante encontra “um campo dedicado ao ofício do sacerdócio”. Aqui estão expostas “objetos que dizem essencialmente respeito ao ofício do padre como alfaias litúrgicas, missais ou cálices”. Das peças expostas apenas uma é rotativa: um paramento que será periodicamente alterado de acordo com o calendário litúrgico.

 

Um museu que se estende por mais 17 igrejas

Na opinião de Alberto Guerreiro, o núcleo expõe “a componente mais bela da coleção móvel”. O padre Ramiro Portela não esconde a satisfação de ter conseguido realizar “este sonho de há muitos anos”. Resta agora continuar com o trabalho de classificação e restauro das restantes peças do património da paróquia. No total, são perto de 300 as que foi recolhendo ao longo dos anos. “Este é um trabalho muito demorado”, conta.

Conhecido como “padre Arquiteto” pelo seu interesse e persistência em recolher, conservar e preservar o património local, o padre Ramiro Portela confessa que este foi um projeto difícil de concretizar. “Neste últimos três anos arrependi-me milhares de vezes de ter começado com os trabalhos”, mas, agora, com a obra à vista, “arrependo-me mil vezes desses arrependimentos”, diz satisfeito com o fruto da sua persistência e “teimosia”.

O circuito engloba ainda as 17 capelas da região numa iniciativa que pretende divulgar o roteiro cultural e patrimonial religioso.

Trata-se de um trabalho que reúne três frentes: a museologia, a arquitetura e a conservação e restauro. O comissário da exposição explica ainda que “o projeto foi desenvolvido pelo pároco que, desde a primeira hora quis fazer um projeto muito coerente, que respeitasse a coleção móvel da paróquia, que são mais de 260 peças”.

A finalização do núcleo museológico “Arte e ofício de fé” resulta de uma parceria entre a paróquia de Aljubarrota, proprietária do património, a Junta de Freguesia local e a Câmara Municipal de Alcobaça.

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