O edifício da Resinagem, na Marinha Grande, prepara-se para receber a 11.ª edição do Presépio de Filipe Ferreira, considerado um dos mais grandiosos e dinâmicos da região centro de Portugal.
A inauguração está marcada para 29 de novembro , às 17h00, no edifício da Resinagem, no coração da cidade. A partir desse dia, e para que todos possam experienciar em pleno todo o encanto desta obra natalícia, o presépio poderá ser visitado até 6 de janeiro de 2026, com os seguintes horários:
- Quartas a sextas-feiras: 10h00–13h00 | 14h00–16h00
- Sábados, domingos e feriados: 10h00–13h00 | 14h00–20h00
- 24 e 31 de dezembro: 11h00–16h00
- 25 de dezembro e 1 de janeiro: 14h00–18h00
Nesta edição, o Presépio de Filipe Ferreira atinge novas dimensões: ocupa mais de 65 metros quadrados, incorporando mais de 2.000 figuras tradicionais portuguesas e centenas de acessórios artesanais, todos concebidos pelo próprio autor. Um verdadeiro feito artístico.
A obra, que retrata o Nascimento de Jesus, reflete também, como é típico dos presépios tradicionais portugueses, uma representação rica dos costumes, tradições e cenas do quotidiano do povo português.
Mas a verdadeira magia está no movimento: 50 mecanismos animam o presépio, criando cenas vibrantes e cheias de vida. Há moinhos que giram, ranchos a dançar, vários trabalhos no campo, Reis Magos a aproximarem-se do estábulo, tecedeiras no tear, galinhas a picar o milho, um pastor a tosquiar as ovelhas — entre muitos outros detalhes. O resultado é um presépio que mistura tradição, mecânica e imaginação de forma magistral. Este ano, a obra reafirma-se como o maior presépio tradicional da região centro.
Dedicação e bastidores
O autor, Filipe Ferreira, contabilista de profissão, tem investido centenas de horas em oficina para preparar cada edição. Este ano foram cerca de 1.500 horas de trabalho em oficina, bem como mais de 120 horas dedicadas à montagem no local, durante dez dias.
Para dar vida a mais uma edição deste presépio, contou com uma equipa de montagem composta por seis pessoas. Além do autor, Vítor Lopes, José Paulo Ferreira, José Augusto Ferreira, José Mota e Eduardo Henriques arregaçaram as mangas num esforço coletivo que evidencia a paixão e o compromisso pela tradição natalícia.