Lectio divina para o III domingo do Advento, ano B

A Igreja celebra o terceiro domingo do Advento, também designado Domingo Gaudete, isto é, Domingo da Alegria. A liturgia da Palavra é marcadamente alegre, convidando-nos a entrar nesta alegria que brota do anúncio do Deus que vem ao nosso encontro e do reconhecimento das maravilhas que ele fez, faz e fará por nós.

Aprender a viver com alegre gratidão

Breve introdução

A Igreja celebra o terceiro domingo do Advento, também designado Domingo Gaudete, isto é, Domingo da Alegria. A liturgia da Palavra é marcadamente alegre, convidando-nos a entrar nesta alegria que brota do anúncio do Deus que vem ao nosso encontro e do reconhecimento das maravilhas que ele fez, faz e fará por nós.

Celebrar o Natal é celebrar a alegria do Deus que vem. Por isso somos convidados a agradecer a vinda de Deus à nossa vida, sem medo e com alegria, mesmo que as incertezas, que tanto têm dominado o tempo que estamos a viver, se apoderam de nós.

Escutemos juntos a Palavra de Deus, buscando nela uma fonte de Alegria para as nossas vidas.

1. Invocação

Ó Deus, fonte de toda a alegria,
inunda-nos da Tua vida e consola o nosso coração, tantas vezes entristecido.
Dá o dom da alegria plena e verdadeira ao nosso mundo
e faz-nos esperar a Alegria eterna do Céu.
Ámen.

2. Escuta da Palavra de Deus

2.1. Vamos ouvir um texto da 1ª Epístola do Apóstolo S. Paulo aos Tessalonicenses  

O trecho que vamos escutar encerra esta epístola, ao jeito de um voto final, no qual S. Paulo exorta os cristãos de Tessalónica à oração, ao agradecimento e à alegria, perante o reconhecimento das maravilhas de Deus e a esperança no cumprimento de todas as Suas promessas.

2.2. Leitura da Epístola aos Tessalonicenses (1 Tes 5, 16-24)

Irmãos: Vivei sempre alegres, orai sem cessar,
dai graças em todas as circunstâncias,
pois é esta a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus.
Não apagueis o Espírito, não desprezeis os dons proféticos;
mas avaliai tudo, conservando o que for bom.
Afastai-vos de toda a espécie de mal.
O Deus da paz vos santifique totalmente,
para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo –
se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.
É fiel Aquele que vos chama e cumprirá as suas promessas.

2.3. Breve comentário

A primeira Carta que S. Paulo envia aos cristãos de Tessalónica, provavelmente a partir de Corinto, onde se encontrava,  é o primeiro escrito do Novo Testamento e terá sido escrito entre os anos 50 e 52.  É uma Carta marcada pela gratidão, entusiasmo e confiança que brotam do reconhecimento das maravilhas que Deus realizou nos Tessalonicenses.

De facto, Paulo tinha-se visto obrigado a abandonar Tessalónica à pressa, com uma pequena comunidade de cristãos recentemente constituída e muito sujeita às seduções do paganismo, mas acabaria por receber notícias de que os cristãos de Tessalónica haviam feito grandes progressos na sua fé.

A alegria de Paulo é notória perante tão boas notícias, sentindo-se confirmado na Sua missão de anunciador do Evangelho. Convida então os tessalonicenses a reconhecerem com gratidão todos os dons que Deus lhes havia dado e como eles são confirmação de que Deus cumpre as Suas promessas. A alegria torna-se então a marca distintiva do coração agradecido.  

A participação na Eucaristia dominical é experiência e fonte de alegria pelo encontro e comunhão com Cristo e os irmãos. Em referência ao convite “Felizes os convidados para aceia do Senhor”, diz o nosso Bispo: “Quem toma parte neste banquete é feliz! É-lhe oferecida uma bem-aventurança, uma experiência de extraordinária felicidade, de uma alegria original e indizível que nasce do acolhimento do dom de Cristo, do seu Corpo (pessoa) glorioso e de todo o seu mistério de amor.” (António Marto, Eucaristia, encontro e comunhão com Cristo e os irmãos, 7.7)

3. Silêncio meditativo e diálogo

Vivei sempre alegres, orai sem cessar, dai graças em todas as circunstâncias, pois é esta a vontade de Deus a vosso respeito em Cristo Jesus

Como é que eu vivo este convite que Paulo apresenta aos cristãos de Tessalónica na minha vida? Sou grato pelos dons que recebo, mesmo quando sinto o peso do mal? Sou alegre? Procuro rezar na minha vida concreta?

O que é que tenho de concreto para agradecer? E que medos quero entregar a Deus?

Afastai-vos de toda a espécie de mal. O Deus da paz vos santifique totalmente, para que todo o vosso ser – espírito, alma e corpo – se conserve irrepreensível para a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tenho consciência que Deus me habita e que, desde o dia do meu batismo, Lhe pertenço?

Procuro afastar-me daquilo que não é digno do Deus que me habita? E quando não me sinto capaz de o fazer, sou capaz de reconhecer que Deus tem o poder de me santificar por meio da Sua presença, nomeadamente através dos sacramentos que celebro?

Vivo a partir da esperança de que Jesus quer vir à minha vida?

É fiel Aquele que vos chama e cumprirá as suas promessas.

Olho para a minha vida como um lugar onde Deus me chama a entrar em relação com Ele?

Vivo a minha vida a partir da esperança da vida eterna junto de Deus ou vivo apenas centrado no tempo presente?

“Felizes os convidados para aceia do Senhor”.

A participação na Eucaristia dominical e a comunhão com Cristo dá-me alegria? Se tal não acontece, por que será?

4. Oração final e gesto

– Em silêncio, perguntando: «Senhor, que queres dizer-me com esta palavra?» procuramos o que Deus nos inspira, as mudanças a que nos convida, o que nos sugere.

– Se estiverem a fazer a Lectio Divina em família, poderão confiar uns aos outros os medos que afligem cada um, procurando-se animar mutuamente a partir da esperança da presença atuante de Deus na nossa vida. Seria também oportuno escolher um momento para celebrar, antes das festas do Natal, o sacramento da confissão, preparando o coração para acolher a presença de Deus.

– Terminam, rezando juntos o Pai Nosso e, porventura, cantando um cântico.

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