Lectio divina para o 3º Domingo da Quaresma, Ano A (Podcast)

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Texto: Pe. José Henrique
Vozes: Cristiana Lameiro e Paulo Lameiro
Pós-Produção: José Simões

Dar fruto que permaneça

Na Eucaristia, permanecer em Jesus para dar frutos de amor

Introdução

Em Jerusalém, numa noite de quinta-feira, muito próxima da festa da Páscoa, Jesus faz a “última ceia” com os seus discípulos. A sua morte avizinha-se. Esta torna-se também uma “ceia de despedida”, em que Jesus deixa o seu “testamento” aos amigos que o rodeiam.

É nesse contexto que vamos escutar as palavras de Jesus no Evangelho de São João.

Palavra de Deus (Jo 15, 1-17)

«Eu sou a videira verdadeira e o meu Pai é o agricultor. Ele corta todo o ramo que não dá fruto em mim e poda o que dá fruto, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais purificados pela palavra que vos tenho anunciado. Permanecei em mim, que Eu permaneço em vós. Tal como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, mas só permanecendo na videira, assim também acontecerá convosco, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer. Se alguém não permanece em mim, é lançado fora, como um ramo, e seca. Esses são apanhados e lançados ao fogo, e ardem. Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e assim vos acontecerá. Nisto se manifesta a glória do meu Pai: em que deis muito fruto e vos comporteis como meus discípulos. Assim como o Pai me tem amor, assim Eu vos amo a vós. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu, que tenho guardado os mandamentos do meu Pai, também permaneço no seu amor. Manifestei-vos estas coisas, para que esteja em vós a minha alegria, e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei. Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a vós e vos destinei a ir e a dar fruto, e fruto que permaneça; e assim, tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo concederá. É isto o que vos mando: que vos ameis uns aos outros.»

Meditação

Jesus parte da imagem da videira com os seus ramos e insiste repetidamente no verbo “permanecer”. A imagem é simples de compreender: se os ramos se separam da videira, secam, não dão fruto, serão deitados fora. Para dar fruto, o ramo tem de permanecer unido, receber da seiva que lhe dá a vide. Mas também a videira precisa dos ramos: os seus frutos não brotam do tronco. Há uma relação recíproca e ativa, um permanecer mútuo: nós em Jesus e Jesus em nós.

A identidade do cristão está em permanecer unido a Jesus. Sem acolher a seiva os ramos não podem dar fruto, não têm vida. A vida cristã depende desta relação.

Sinto-me verdadeiramente unido a Jesus? O que faço para permanecer unido a Ele?

Jesus quer precisar de nós para continuar a atuar no mundo. A glória do Pai quer manifestar-se em frutos de caridade, de paz, de bondade, de alegria verdadeira. O cristão não vive fechado na sua relação com Deus, mas manifesta-a no seu compromisso, pessoal, missionário, social.

Quais os “frutos” do meu “permanecer” unido a Jesus?

A alegria é uma marca essencial da vida dos discípulos de Jesus. «A alegria de saber que somos amados por Deus apesar da nossa infidelidade, diz-nos o Papa Francisco, faz-nos enfrentar as provações da vida com fé, faz-nos atravessar as crises para delas sairmos melhores. O verdadeiro cristão não é triste, tem sempre a alegria dentro dele, até nos maus momentos».

O encontro com Jesus na Eucaristia faz-se viver com mais alegria a vida de cada dia?

Jesus dá-nos o testemunho da sua vida como medida para o nosso amor: «que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.»

Procuro ter Jesus como “medida” da minha vida?

Jesus toma a iniciativa de vir ao nosso encontro. É Ele quem nos escolhe e nos dá a possibilidade de viver na sua amizade. A nossa resposta é sempre o corresponder ao dom que acolhemos. No encontro da iniciativa de Deus com a liberdade humana, cresce a fé que se exprime na vida em frutos que permanecem.

Vivo a fé como uma verdadeira amizade? Deixo que esta amizade se torne presente na minha vida de cada dia? A fé dá-me sentido e suporte para uma presença de serviço na comunidade?

Oração final

Senhor Jesus,
Tu és a videira verdadeira, nós os ramos:
faz-nos permanecer unidos a Ti, acolher a seiva do teu amor,
para darmos frutos de amor, de vida e de alegria.
No dom da tua misericórdia, Tu nos escolhes,
fazes de nós teus amigos, partilhas connosco a tua alegria,
para que a nossa alegria seja completa.
Na Eucaristia, alimentas-nos da tua vida e amor
para permanecermos unidos a Ti, vivendo na tua amizade,
dando fruto que permaneça, para que a tua alegria permaneça em nós
e, por nós, no mundo. Ámen.

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