Lectio divina para o 21º Domingo do Tempo, Ano C (Podcast)

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Texto: Pe. Orlandino Bom
Vozes: Telma Freire e José Simões
Pós-Produção: José Simões

Palavras de Vida Eterna

Lectio Divina para o Domingo XXI do Tempo Comum (Ano C), 21/08/2022

Breve introdução

Neste XXI Domingo do tempo comum, continuamos a acompanhar Jesus na sua caminhada para Jerusalém. Hoje surpreende-nos dizendo: “Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir.” Tudo parte desta pergunta que é feita a Jesus: “Senhor, são poucos os que se salvam?” Jesus parece não estar preocupado em responder directamente à pergunta. Diz: “Esforçai-vos…” A salvação é possível para todos mas cada um é chamado a fazer a sua parte. Nem fatalismo de quem exaspera da salvação nem optimismo ingénuo de quem se presume salvo sem esforço ou merecimento, na linguagem dos pecados contra o Espírito Santo.

Palavra de Deus (Lc 13, 22-30)

Vamos escutar uma passagem do Evangelho segundo São Lucas 

Naquele tempo,
Jesus dirigia-Se para Jerusalém
e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava.
Alguém Lhe perguntou:
«Senhor, são poucos os que se salvam?».
Ele respondeu:
«Esforçai-vos por entrar pela porta estreita,
porque Eu vos digo que muitos tentarão entrar sem o conseguir.
Uma vez que o dono da casa se levante e feche a porta,
vós ficareis fora e batereis à porta, dizendo:
‘Abre-nos, senhor’;
mas ele responder-vos-á:
‘Não sei donde sois’.
Então começareis a dizer:
‘Comemos e bebemos contigo,
e tu ensinaste nas nossas praças’.
Mas ele responderá:
‘Repito que não sei donde sois.
Afastai-vos de mim, todos os que praticais a iniquidade’.
Aí haverá choro e ranger de dentes,
quando virdes no reino de Deus
Abraão, Isaac e Jacob e todos os Profetas,
e vós a serdes postos fora.
Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul,
e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus.
Há últimos que serão dos primeiros
e primeiros que serão dos últimos».

Meditação

Podemos andar muito pelos espaços da Igreja e nunca chegar a um verdadeiro conhecimento de Jesus Cristo. Para isso necessitamos de tempos e espaços de intimidade com o Senhor. Precisamos de, ao longo do dia e em tempos especiais, desligar do que nos ocupa a mente e o coração para nos centrarmos no Senhor. Não esqueçamos que “onde estiver o vosso tesouro, aí estará o vosso coração” como nos dizia Jesus. Ser salvo é centrar o coração no Senhor. Deixar de ter um tesouro perecível para acumular um tesouro “onde o ladrão não chega nem a traça rói”.

«Jesus dirigia-Se para Jerusalém

e ensinava nas cidades e aldeias por onde passava.» 

Em todos os momentos Jesus vive a urgência do anúncio do Evangelho. Está focado na sua caminhada para Jerusalém mas não perde cada oportunidade para ensinar.

– Sinto a urgência do apostolado, de dar a conhecer Jesus Cristo e a Sua mensagem?

«Senhor, são poucos os que se salvam?» 

Esta pergunta é colocada por um anónimo. Pela resposta de Jesus, parece uma pergunta desfocada. 

– Que perguntas faço eu a Jesus?

«Esforçai-vos por entrar pela porta estreita…» 

Jesus dá a volta à pergunta. Diz o que interessa e não responde à mera curiosidade. Convida-nos a manter o foco na caminhada iniciada no nosso baptismo.

– Que pontos de esforço o Senhor me tem apresentado?

“‘Não sei donde sois”

Resposta estranha dada a quem comeu e bebeu com o Senhor, a quem conviveu com Ele nas praças. Provavelmente a quem o escutou e o recebeu em tantas Eucaristias.

– Procuro, na minha oração, na participação eucarística, crescer em intimidade com o Senhor?

«Hão-de vir do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul,

e sentar-se-ão à mesa no reino de Deus.»

Jesus diz que a salvação é para todos. É universal, e de todos os povos virão pessoas participar da mesa do Reino. Se todos são convidados, todos se devem esforçar.O facto de ser baptizado e possivelmente ter nascido numa família deve ser para mim grande fonte de alegria, mas não me dá qualquer privilégio diante de Deus.

– Tenho consciência que é quando vivo a palavra de Deus que me torno discípulo de Jesus Cristo?

Oração

Senhor, eis-nos à espera.
No fundo das nossas correrias,
no coração destes dias agitados,
entre mil pequenas tarefas e mil pequenos pensamentos,
pode até parecer, no meio de tanto ruido,
que Te dispensamos.
Senhor, interpreta as nossas mãos vazias como um grito,
e o nosso silêncio
como uma súplica que repete: «Vem, Jesus!»

José Tolentino Mendonça, Rezar de Olhos Abertos, Quetzal, p. 73

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