Lectio divina para o 12º Domingo do Tempo Comum (Podcast)

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Texto: P. José Augusto
Vozes: Filipe Ferreira e Carla Pereira

QUEM É ESTE HOMEM?

Lectio Divina para o Domingo XII do Tempo Comum (Ano B)

Introdução

Nos momentos de particular provação, fazemo-nos fortes e lutamos sozinhos contra ventos e marés, esquecendo-nos de que Deus está sempre ali, ainda que muitas vezes de forma discreta e aparentemente adormecida.

A mensagem essencial do Evangelho deste XII domingo do tempo comum assenta em três ideias chave: a vida humana é uma constante tribulação, quer por circunstâncias exteriores quer por limitações próprias; Deus faz-se próximo dos dramas humanos e, com o Seu poder, concede a todos a Sua paz; reconhecendo-O assim, cresceremos na fé e caminharemos seguros pelas encruzilhadas que a vida a cada dia nos apresenta.

Palavra de Deus (Mc 4, 35-41)

Vamos escutar uma passagem do Evangelho segundo São Marcos (Mc 4, 35-41)

Naquele dia, ao cair da tarde,
Jesus disse aos seus discípulos:
«Passemos à outra margem do lago».
Eles deixaram a multidão
e levaram Jesus consigo na barca em que estava sentado.
Iam com Ele outras embarcações.
Levantou-se então uma grande tormenta
e as ondas eram tão altas que enchiam a barca de água.
Jesus, à popa, dormia com a cabeça numa almofada.
Eles acordaram-n’O e disseram:
«Mestre, não Te importas que pereçamos?»
Jesus levantou-Se, falou ao vento imperiosamente
e disse ao mar: «Cala-te e está quieto».
O vento cessou e fez-se grande bonança.Depois disse aos discípulos:
«Porque estais tão assustados? Ainda não tendes fé?»Eles ficaram cheios de temor e diziam uns para os outros:
«Quem é este homem, que até o vento e o mar Lhe obedecem?»

Meditação

O episódio da tempestade acalmada gira em torno de dois núcleos: o primeiro, centra-se em Jesus Cristo e no seu poder messiânico; o segundo, destaca a reação dos discípulos diante da tempestade e a forte repreensão de Jesus perante a falta de fé e confiança manifestada por eles.

«Porque estais tão assustados?  Ainda não tendes fé?» 

Senhor, neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: «Acorda, Senhor!» (Papa Francisco, Momento extraordinário de oração em tempo de epidemia, Vaticano, 27 de março de 2020)

Em que circunstâncias da minha não tenho ouvido os apelos de Deus?

«Porque estais tão assustados?  Ainda não tendes fé?»  Senhor, lanças-nos um apelo, um apelo à fé. Esta não é tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti. Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras. (ibidem)

Tenho sido capaz de crescer com os momentos de crise e dúvida por que tenho passado? Uso as armas da oração e do serviço para vencer as minhas faltas de fé?

«Porque estais tão assustados?  Ainda não tendes fé?» O início da fé é reconhecer-se necessitado de salvação. Não somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores, das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais. (ibidem)

Reconheço com humildade as minhas insuficiências humanas e espirituais? Na oração, convido Jesus Cristo a subir para a minha barca e a acompanhar-me na travessia do lago que é a minha vida?

Oração 

Senhor Jesus, tu és o Deus próximo.
Nas tempestades que assolam as nossas noites
estás connosco na barca da vida
e garantes-nos que contigo a nosso lado
os ventos e as ondas não nos vencerão.
Aumenta a nossa fé na tua presença discreta mas sempre ativa,
fortalece-nos nas nossas fraquezas,
ilumina-nos nas nossas dúvidas
e pacifica os nossos medos. Ámen.

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