Foi no fim de tarde de 19 de maio de 2026 que teve lugar o lançamento da 2.ª edição do livro biográfico do bispo de Coimbra entre 1936 e 1948, D. António Antunes. O cenário escolhido foi a vetusta Sala dos Azulejos do Seminário Maior desta cidade. A autoria pertence a Pedro Moniz.
Após as boas-vindas dadas pelo reitor daquela casa, padre Nuno Santos, Saul António Gomes apresentou a obra. Já tinha realizado o mesmo, aquando do lançamento da primeira edição, em 13 de março de 2011, durante a cerimónia de aniversário da freguesia da Barreira, no seu centro paroquial. Numa linguagem acessível e atraente, historiou a ligação entre Leiria e Coimbra, recordando que em tempos idos ambas as dioceses se tinham fundido sob a hegemonia coimbrã.

O pároco da Barreira de Leiria (berço do biografado), David Barreirinhas, teceu uma dissertação em sua homenagem, «comparando a sua vida à luz discreta duma lamparina acesa no interior duma casa que não procura ser vista, mas que permite que tudo o resto encontre claridade».
Em representação da edilidade de Coimbra, o vereador Luís Manuel Filipe destacou os valores que D. António Antunes defendeu e viveu. O Coro D. Pedro de Cristo animou musicalmente o evento literário, com várias peças, entre as quais uma cuja letra é da autoria da imortal poetisa Sophia de Mello Breyner.
Por sua vez, José Antunes, sobrinho do homenageado, revelou que foi no sopé do monte da cidade romana de Colipo que nasceu e viveu a mãe de António Antunes, na Barreira de Leiria. Citando José Saramago, agradeceu às várias gerações que intervieram na efeméride, com a máxima «nem a juventude sabe o que pode e nem a velhice pode o que sabe», concluindo que nunca estamos sós, sempre rodeados daqueles que partiram.
O bispo mondeguino, D. Virgílio Antunes, bem conhecedor da paróquia mãe do visado, encerrou a sessão, manifestando-se grato pela preservação da memória duma personagem que flutuou entre Leiria e Coimbra, projetando-se assim o futuro da sociedade e da Igreja duma forma mais bela. A edição da obra esteve a cargo da também leiriense Hora de Ler. Enquanto a tarde caía, levantava-se no auditório o gosto por aplaudir uma agradável sessão cultural.