Irmãzinhas de Jesus comemoram centenário da morte do Beato Carlos de Foucauld

A 1 de dezembro de 2016 celebra-se o primeiro centenário da morte de Carlos de Foucauld, “uma ocasião para celebrar a sua vida e o seu carisma profético”, referem as Irmãzinhas de Jesus, fraternidade fundada pela irmã Madalena de Jesus, em 1939, a partir do exemplo de vida deste Beato.

A celebração será no Centro Catequético, das Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, em Fátima. Começa às 11h30, com a Eucaristia presidida pelo Bispo diocesano, D. António Marto, seguindo-se um almoço partilhado, “animado com a melodia da convivência fraterna”. Às 15h00 será feito um momento de adoração e louvor ao Senhor “pelo dom desta vida e espiritualidade dada à sua Igreja e ao mundo”.

As Irmãzinhas de Jesus estendem o convite a todos os diocesanos a participarem nesta celebração, pois o Beato Carlos de Foucauld é para todos “uma luz e um caminho para a vida cristã” e continua, hoje, a interpelar a todos “pelo seu amor apaixonado pela pessoa de Jesus, que o levou a um acolhimento humilde e respeitoso por toda a pessoa humana, particularmente àqueles que a sociedade rejeita, tecendo laços de amizade com eles”.

Carlos de Foucauld

Nascido em 1858, em Estrasburgo, numa família rica e nobre de antiga tradição militar, Carlos de Foucauld perde os pais muito e cedo e, educado pelo avô, sofre as agruras guerra entre a França e a Alemanha, que rebenta em 1870. Após uma adolescência marcada pela descrença e pela vida dissoluta, é um jovem militar solitário e angustiado que acaba por redescobrir na fé a resposta às suas inquietações. O processo de conversão deve-se à ajuda de religiosos amigos, de uma família cristã que o acolhe e do padre Huvelin, que se torna como um pai para ele.

Aos 28 anos, diz: “Assim que acreditei que Deus existia, compreendi que não podia fazer outra coisa senão viver para Ele». Faz uma experiência eremita de vários anos na Terra Santa, sobretudo em adoração, mas sente o impulso a partir para as “periferias”, com diz o Papa Francisco. Ordenado sacerdote em 1901, parte para a Argélia, onde constrói uma fraternidade que a todos acolhe e defende, independentemente da sua nacionalidade, raça ou religião. Faz depois um trabalho de evangelização junto dos Tuaregues, um povo pobre e nómada do deserto, que não abandona nem perante a ameaça da ocupação francesa, na I Grande Guerra, em 1914. É aí que irá falecer, dois anos depois, abatido por rebeldes que o sequestraram.

Beatificado em 2005, tem hoje uma descendência espiritual que conta, pelo menos, 18 famílias: sacerdotes, religiosas, religiosos, institutos seculares, leigos…

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