“Deus disse: «Faça-se a luz.»” (Gen 1,3)
Ao fim da tarde ainda não havia luz na capela da Garcia, por isso a primeira reação “normal” do homem moderno seria não celebrar a Eucaristia.
Mas, apesar da falta de luz, celebrámos Eucaristia à luz de velas e a Luz fez-se presente, não a luz dos homens, mas a Luz de Deus, que é o próprio Deus.
E que Luz infinita esta, que brilha na escuridão, que rompe as trevas e que tem tanta beleza, que é impossível descrevê-lA!
Ali, perante nós, pobres pecadores, a Luz fez-se presente num pedaço de pão e num cálice de vinho.
Os nossos olhos não A viam, mas os nossos corações foram inundados por Ela, deixando-se tocar pelo inefável amor que dEla emana.
Mais ainda, porque essa Luz bendita fez-se alimento para os homens, que dEla nunca se saciam.
Abençoada falta de luz que nos deu a Luz que nunca falta, e que é Caminho, Verdade e Vida.



