Festa do Senhor dos Aflitos: as mulheres dos Pousos não baixam os braços

No entanto, foi com muita alegria e determinação que quisemos que o dia 16 de maio de 2021 ficasse de alguma forma na memória da paróquia dos Pousos; e a bela celebração da tarde do dia 16 atestou-o.

Quando em setembro recebemos o Guião da Festa ao Senhor dos Aflitos pensámos que seria a nossa vez de realizar a grande festa anual da nossa terra, a paróquia dos Pousos, porque muitas de nós sonhámos que um dia seria a nossa vez! Mas por todas as razões que conhecemos, e com alguma tristeza e nostalgia, tal não nos foi possível

No entanto, foi com muita alegria e determinação que quisemos que o dia 16 de maio de 2021 ficasse de alguma forma na memória da paróquia dos Pousos; e a bela celebração da tarde do dia 16 atestou-o.

Fomos um grupo pequeno, e só com senhoras! Mas não baixámos os braços. Para isso contribui a ajuda, apoio, generosidade e carinho de todas as pessoas desta paróquia e não só; desde logo pelas palavras de ânimo e coragem nas redes sociais, na compra dos bolos, pão ou sopa, e tudo o que preparámos no bar durante dois meses e meio. Também agradecemos o belíssimo carrinho feito de madeira por duas prendadas pessoas, e que tão gentilmente nos ofereceram.

Um especial agradecimento a todos e a todas as pessoas; e também aos vários movimentos da paróquia e aos vários lugares da freguesia, pelos diversos muitos e generosos donativos; obrigado ao nosso grande cozinheiro; obrigado à SAMP (Banda e Coro); e, por fim, ao padre Luís que esteve sempre ao nosso lado, acreditou em nós, até nas alturas em que nós mesmas não sabíamos que podíamos e conseguíamos continuar.

(texto escrito por Cristina Duarte)

Palavra ao pároco: muito mais do que as palavras alcançam

Quando me sento a preparar a minha parte deste boletim, sinto que as palavras que tenho ao meu dispôr ficam aquém do que evoco destes últimos dias da nossa vida comunitária. E não é só hoje que me ocorre esta frustração nascida da abundância!

Quando Nosso Senhor disse que vinha para termos vida, e vida em abundância… não o disse por graça! Então vejamos, em jeito paulino, quando dizia aos seus amigos as maravilhas que o Espírito operava nos irmãos, por seu intermédio. O mesmo Espírito opera abundância na nossa comunidade, por intermédio de todos e cada um de nós.

Na manhã do domingo dia 16, ao mesmo tempo chegou à nossa igreja: uma família com um bebé Sebastião para o batismo, uma família com um bebé Pedro para agradecer o nascimento e anunciar o batismo, um irmão doente para que a comunidade possa rezar pela sua saúde, e 32 crianças de toda a freguesia a celebrar a oração de Jesus!

Antes disso tinha chegado uma pequena multidão de cozinheiras a preparar um almoço para várias centenas de començais.

E depois disso celebrou-se novamente. Veio o Coro e a Banda da SAMP, vieram as dezenas de pessoas que é possível, vieram grupos e movimentos, vieram as imagens das padroeiras das comunidades da paróquia, comparecem a imagem do Senhor dos Aflitos, aproximaram-se os primeiros dos FSA 72 (próximos festeiros em 2022), e acarinharam o convite das sete Festeiras deste ano. Sete, sim: a perfeição! Como perfeita foi a sua consagração a uma causa que rejeitaram sempre ser causa perdida. Obrigado pela nobreza do testemunho. Esta vossa festa fará memória muito especial nas vossas vidas; memória que não será nunca menos digna que a de todos os que vos precederam ao menos até 2019.

Voltando à Missa das 11H30, por causa do Pai Nosso.

Sentei-me como todos, antes de começar a celebração, e pude escutar a versão musicada da oração de Jesus; pude ler alguns pedaços das dezenas de textos que mães e pais foram enviando às catequistas, nos dias anteriores, em que, com muitas ou escassas palavras, deixaram que alguma frase da oração lhes sugerisse um comentário ou reflexão, e a atitude da partilha. Enquanto olhava as fotografias das famílias, a seguir, ia pensando como esta celebração já tinha começado a ser acolhida há muito tempo, não só pelas crianças, mas, e quão surpreendentemente, por aquelas e aquelas que apresentam essas mesmas crianças! Os seus papás!

As crianças foram surpreendentes. Foram extraordinárias. Que avontade a cantar, a rezar, a escutar, a partilhar, a estar! Que bem se devem sentir naquela igreja! Que provocações nos fazem, tão desafiantes de um cristianismo libertador, alegre, praticante e participante, feliz, celebrativo, bíblico…

Antes da comunhão rezou-se em croata, espanhol, inglês, francês e português. Também podia ter-se rezado em italiano. Sabem porquê? Porque naquela assembleia estava quem nasceu na Croácia, que nasceu em Espanha, quem viveu na Itália e na França… Sim! Aquela Assembleia também foi expressão da “catolicidade” ou da universalidade; comunidade que se faz com diversidade e com acolhimento. Mas comunidade que se une no simples e no essencial: como seja a oração.

Dizia-me o pai do Sebastião palavras parecidas com as do Tabor: como é bom estar aqui. E disseram-no os pais daquelas crianças todas, como adiante se escreverá.

Da minha parte fica a gratidão. Que é mais intensa do que as minhas palavras ou gestos conseguem expressar. Obrigado.

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