Encontro vicarial de Ourém: “Família: a arte de viver juntos”

O Bispo de Leiria-Fátima defende que “para quem tem fé, o segredo da vida em família está na presença de Deus”. D. António Marto falava perante mais de duas centenas de pessoas, no encontro vicarial de Ourém sobre o “Amor conjugal”, a 14 de fevereiro, dia dos namorados.

O Bispo destacou que o amor é “laço da unidade, da perfeição, é relação de doação e, se falta esse amor, falta tudo o resto, também a oração”, assinalou. A família é o “motor da vida e do mundo”. Mas, para que este motor funcione é preciso óleo. No ambiente cristão, este óleo que faz funcionar a família é a espiritualidade (com oração) e o amor.

A “arte de viver juntos – frisou D. António, parafraseando o Papa Francisco – implica misericórdia, bondade, humildade, doçura, compreensão, amor, perdão, paz”. E alertou para a necessidade de um “amor paciente” entre casais e em família, realçando também que “a oração faz crescer o amor em família”.

O Bispo diocesano referiu ainda que “a família é um grande tesouro e fundamento indispensável para a sociedade e para a Igreja” e expressou o desejo de que “todos os povos sejam uma família, feita de famílias”.

No final do encontro, D. António Marto considerou importante apostar na pastoral pré-matrimonial, dada a necessidade da “educação dos afetos e da sexualidade para o verdadeiro amor”, de modo a fazer descobrir o “Matrimónio como vocação e não como ‘arranjo’ de vida”. O Bispo aponta claramente para a vocação do matrimónio e a construção de um projeto de vida em casal, em que os casais descubram o sacramento do Matrimónio como “graça a realizar”. E sublinhou a importância de a espiritualidade ser vivida em família, com oração, mas também com outros momentos fortes, como retiros.

 

Apostar na pastoral pré-matrimonial

“É preciso apostar na pastoral pré-matrimonial”, considera o padre José Augusto Rodrigues, responsável do Departamento da Pastoral Familiar. “Ousemos ir mais longe, propor novos caminhos a estes namorados”, desafiou.

O sacerdote afirma que a pastoral pré-familiar “não se pode reduzir a três, quatro encontros rápidos e formais” antes do matrimónio, no curso do CPM – Centro de Preparação para o Matrimónio. Ainda que haja nessa ocasião uma “experiência forte, não se pode esperar que amadureçam, cresçam na fé e no compromisso com a Igreja”.

Este responsável alertou ainda para o facto de “já não se namorar como antigamente” e muitos casais de namorados virem pedir o Matrimónio com “uma experiência de fé muito débil”. Em muitos casos, são jovens com idades a rondar os 30 anos e que, depois de terem recebido o Crisma, seguiram outros caminhos. Agora, regressam para pedir este sacramento e “quanto menos lhes pedirmos, mais contentes ficam”.

O padre José Augusto realça que é necessária uma proposta de fé que obrigue o casal de noivos a olhar para o último ano de namoro e noivado com “consciência do sacramento que vão receber”. Uma preparação que – ressalva – não é catequese de adultos, quando “muitas vezes, é catequese que lhes falta”.

 

Paróquia, base da pastoral familiar

Com o terceiro filho a caminho, o casal Natália Manso e Hugo Menino, da equipa do Departamento da Pastoral Familiar da diocese de Leiria-Fátima, apresentou o projeto da pastoral familiar aos casais presentes, entre os quais, alguns bastante jovens. Visa “ajudar o casal e a família a crescer na fé e no amor”, uma missão em que também “a comunidade cristã é responsável”.

O casal defendeu, por isso, que “é importante que existam estruturas formadas” na Diocese e que é “nas paróquias” que está a base deste movimento familiar. Entre outras propostas, aconselhou que sejam dinamizadas algumas datas – como o dia da mãe, do pai, jubileu de matrimónio, festa da sagrada família – para sensibilizar e convidar casais a participar nas atividades, de modo a integrarem grupos existentes.

 

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