Encontro vicarial das Colmeias: “É preciso estar no mundo segundo o estilo do Evangelho”

Sob o tema “Família, projeto comum de vida”, teve lugar na passada sexta-feira, 6 de fevereiro, o encontro da vigararia das Colmeias com a presença do bispo diocesano, no salão paroquial de Vermoil.

O frio que se sentia nessa noite não foi impedimento bastante para as cerca de 230 pessoas que participaram no evento. As boas-vindas foram dadas pelo vigário e pároco local, padre Orlandino Bom, que, no final, também agradeceu a presença de todos e a colaboração plural na preparação e realização da atividade.

Casa e escola de vida cristã e cívica

No momento inicial de oração, partindo do texto da Carta aos Romanos que exorta os cristãos a viverem no mundo em conformidade com a vocação a que Deus os chamou, D. António Marto convidou os presentes e as famílias a serem cidadãos “segundo o estilo do Evangelho”. Estilo que inclui o amor e o testemunho de alegria, a partilha de uns com os outros, o perdão e a reconciliação, dar-se bem e esforçar-se por viver em paz com todos. Sobre a família sublinhou que ela é um tesouro e um bem para os cônjuges, para os filhos e para a humanidade. Dela provém o capital humano primário de toda a sociedade. Nesse sentido, alertou as famílias para não se fecharem no aconchego do ninho, mas abrirem-se ao mundo, cumprindo a sua missão na sociedade e no mundo. E destacou alguns aspetos dessa missão: ser berço da vida e sua educação, escola de humanidade e humanização, de aprendizagem e exercício de virtudes cívicas e sociais, e casa de vida cristã, onde se aprende a amar a Deus e aos irmãos.

“Família estável é fundamental para o casal, os filhos e a sociedade”

O tema do encontro – “Família, projeto comum de vida” – foi desenvolvido por Jorge Cotovio, diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar de Coimbra e diretor pedagógico do Colégio Conciliar de Maria Imaculada, de Leiria. Em tom de bom humor e proximidade, falou da família como “comunidade de amor e de vida” e da sua missão de evangelizar. Neste sentido, fazendo eco das orientações pastorais da Igreja, referiu que cabe às famílias transmitir a vida e a fé, ajudar os jovens a descobrirem a graça do sacramento do matrimónio, apoiar os casados especialmente nos primeiros anos, cuidar dos casais em união de facto para que venham a descobrir e desejar a graça divina para o seu amor e união e acompanhar com ajuda oportuna as famílias em dificuldade, feridas e fracassadas. É também tarefa delas a educação e a participação no exercício da cidadania e da animação das realidades terrestres.

Em ordem a manter coeso o seu “projeto comum de vida”, Jorge Cotovio deixou algumas dicas às famílias: rezar, perdoar (“se queres ser feliz um minuto, vinga-te; se queres ser feliz sempre, perdoa”), reconhecer que somos frágeis, incompletos e imperfeitos, ser fiel e casto, aceitar o outro como ele é (“bem diferente de mim!”), aceitar o sacrifício e as adversidades, cuidar do próprio amor no casal, incluindo as relações sexuais, que “são obrigatórias no casamento”. Terminou indicando os conselhos do Papa Francisco aos casais, nomeadamente, que sempre façam as pazes, leiam a Bíblia, brinquem com os filhos, prestem atenção às coisas mais importantes da vida, não se deixando desviar.

Concluindo o encontro e fazendo a síntese do mesmo, D. António Marto destacou que os primeiros evangelizadores das famílias são as próprias famílias cristãs com o seu testemunho. A família é um tesouro; cuidar dela é garantia de futuro para a sociedade. Por fim, recomendou a participação na festa das famílias, no dia 17 de maio, na Marinha Grande. “Através da festa, queremos mostrar a beleza e a alegria de viver em família com o amor de Deus”, afirmou.

Uma confraternização encerrou o encontro e permitiu a partilha das impressões que dele ficaram. As que ouvimos expressavam satisfação e proveito pelo que se ouviu e viveu no serão.

 

Criança satisfeitas com reunião de família

“Eu gostei porque vocês são lindos”

No encontro, foi apresentada a síntese dos contributos das famílias e grupos paroquiais que debateram o tema proposto. Houve quem destacasse “o tempo de graça e de unidade” e a “experiência gratificante” do encontro familiar. As próprias crianças participaram na partilha e oração familiar. Uma delas, de 4 anos, exprimiu-se assim: “Eu gostei porque vocês são lindos”. Outras famílias concluíram ter ainda muito que aprender e perdoar. Não foram esquecidos os momentos de luto e dificuldade e as fraturas que acarretam sofrimentos.

Nas reuniões paroquiais, nem sempre com a participação esperada, foram focados aspetos gratificantes da vida familiar como a oração, o diálogo, a união. Mas também as dificuldades provocadas pelos ritmos do trabalho e exigências de estar longe da família durante toda a semana e mesmo ao longo de meses, quando algum membro sai para o estrangeiro. A presença das novas tecnologias também perturba as relações e a vida em comum, mas traz também novas possibilidades e desafios. “Nem sempre se cuida da qualidade da presença”, por isso “é preciso tirar tempos de qualidade para estarem juntos o casal e os filhos”, concluíram.

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