Ecos de uma experiência missionária no Alentejo

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Entre os dias 2 e 10 de agosto, o grupo missionário diocesano Ondjoyetu organizou umas “férias missionárias” no Alentejo, nas paróquias de Santo André e de Santa Maria, mais propriamente, no lugar de Deixa-o-Resto.

Os missionários de Leiria-Fátima contaram com a colaboração do Centro Diocesano Missionário de Beja e a presença de dois missionários vicentinos, o padre Agostinho, diretor do Secretariado das Missões da diocese de Beja e coordenador das Missões Populares da Província Portuguesa da Congregação da Missão, e o seminarista João Soares, que integrou o grupo missionário leiriense.

Deixa-o-Resto é uma pequena aldeia, sem lugar de culto e com uma assembleia familiar fundada em 2012 e animada por uma irmã das Franciscanas Missionárias de Maria. Foi para “reavivar a fé naquela comunidade e fazer com que as pessoas se envolvam e participem mais na prática religiosa” que se organizaram várias atividades, sobretudo de índole mariana, cujo “ponto alto foi a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora”, conta o seminarista João Soares. E a mobilização foi bastante, fruto do convite porta a porta e do envolvimento do pároco local.

Entre formação, oração e momentos de convívio com a comunidade, a missão teve também uma dimensão sócio-caritativa, com a visita ao Centro de Acolhimento de Jovens em Risco “O Farol”, ao Centro de Dia de Santo André e à Cercisiago. “O contacto com estas populações, que na nossa sociedade são consideradas as mais vulneráveis, possibilitou ao grupo reflexões muito interessantes mas, sobretudo, grandes emoções”, lembra João Soares.

E, em jeito de balanço, refere que “deixámos um rasto; os participantes foram unânimes na afirmação de que valeu a pena sair de casa e partir ao encontro de uma realidade nova, as pessoas foram muito acolhedoras e fizeram tudo para responder ao desafio proposto”. Quanto ao grupo, “independentemente da cor, da situação pessoal de cada um, do instituto a que pertence e da formação que tem, mostrou-se coeso, unido e empenhado em levar a Boa Nova de Jesus a todas as pessoas”.

Espera-se, agora, que a pequena assembleia familiar  “A Seara”, nascida na Missão Popular, continue a ser fermento e “em breve este povo seja uma comunidade viva que reflete a Palavra de Deus e celebra a sua fé na Eucaristia”.

 

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