Diácono Paulo Campino aponta serviço e ministérios como “identidade e riqueza” da Igreja

Numa iniciativa da vigararia da Marinha Grande, realizou-se, a 13 de abril, no salão paroquial da cidade vidreira, um encontro de formação sobre os ministérios da Igreja, na qual foi orador Paulo Campino.

Diácono permanente da Diocese de Santarém, ordenado em 2014, é também, há 20 anos, diretor do Secretariado Diocesano de Catequese de Infância e Adolescência. Profissionalmente, é docente num colégio católico de Lisboa. Num momento em que a Diocese de Leiria-Fátima está a trabalhar com vista à instituição do diaconado permanente, a sua intervenção foi especialmente focada nessa temática.

Perante uma sala cheia, Paulo Campino refletiu sobre a importância de todos ministérios, ordenados ou não, na vida da Igreja, na perspetiva do serviço e não dos cargos nem do poder, recordando que alguns dos legados do Concílio Vaticano II são, além da visão da Igreja como comunhão e acolhimento, a promoção da participação dos leigos na vida eclesial e a recuperação do diaconado permanente, que tinha deixado de existir no século XII.

Uma das riquezas da Igreja é, precisamente, a diversidade de ministérios, ordenados e não ordenados, desde bispos, presbíteros e diáconos a ministros extraordinários da comunhão, catequistas, acólitos, animadores de comunidades sem sacerdote, colaboradores na conservação dos espaços, etc. É graças ao trabalho de todos que a Igreja é uma realidade viva e fecunda.

Sobre o múnus do diácono permanente, Paulo Campino explicou que compreende três dimensões: liturgia, palavra e caridade, com maior destaque precisamente para esta última (concretizada, por exemplo, na participação na atividade de centros sociais, na visita aos doentes ou no apoio aos casais). Uma vez que, muitas vezes, o diácono permanente exerce uma profissão, também é desafiado a desempenhar o seu ministério no contexto do trabalho.

Paulo Campino alertou para o facto de o diaconado permanente não ser uma mera solução para a falta de sacerdotes, até porque a sua existência faz sentido mesmo onde estes possam, porventura, abundar. Na verdade, o diácono permanente depende do bispo, não sendo uma espécie de suplente dos sacerdotes, apesar de, obviamente, trabalhar com eles. Acima de tudo, como qualquer ministro, o diácono existe para servir a comunidade, imitando Jesus Cristo, que veio ao mundo, não para ser servido, mas para servir. É essa, aliás, a identidade da Igreja e a matriz da sua identidade.

Após algumas questões ao orador, seguiu-se um momento de convívio nas instalações do futuro Centro Pastoral Paroquial da Marinha Grande.

Lúcio Gomes (C.)

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