D. Luzizila Kiala tomou posse como bispo do Sumbe

No dia 8 de setembro, D. Luzizila Kiala tomou posse como bispo da diocese do Sumbe, geminada com Leiria-Fátima e onde o grupo diocesano Ondjoyetu mantém uma missão permanente há alguns anos.

Quem nos trouxe o relato desse importante momento foi o padre Vitor Mira, coordenador desse nosso grupo missionário, por ocasião da sua vinda por algumas semanas.

A celebração eucarística de tomada de posse decorreu próximo da catedral do Sumbe, “com o largo oceano como pano de fundo”, concelebrada por 12 bispos e arcebispos angolanos e cerca de uma centena de padres provenientes, sobretudo, do Sumbe e do Uíge. Estiveram ainda presentes alguns membros do governo central e provincial, bem como várias dezenas de irmãs, representações das paróquias e missões e muitas centenas de fiéis da região.

Presidiu ao início da celebração D. Benedito Roberto, que foi bispo desta diocese de fevereiro de 1996 a agosto de 2012, quando foi nomeado arcebispo de Malange. Numa breve evocação histórica da evangelização do Sumbe, criada em 1975, lembrou alguns dos seus pastores, como D. Manuel Nunes Gabriel e D. Zacarias Kamwenho, e deu as boas-vindas ao novo bispo, juntando-se ao coro de “gestos e palavras” de manifestação de “alegria dos cristãos pelo dom recebido de Deus na sua pessoa”.

D. Benedito caracterizou esta diocese como “uma das mais lindas terras de Angola, com grande diversidade de povos e culturas” e afirmou que “os cerca de 2,3 milhões de habitantes que povoam hoje o Kwanza Sul são um povo marcado pela fé no Deus único e verdadeiro, o que tem dado e deverá continuar a dar coesão a povos tão diferentes”. Certo de que “a diocese reúne os mínimos recursos humanos e económicos para a sua consolidação como Igreja local”, o prelado agradeceu a todos os diocesanos que colaboraram no seu desenvolvimento, referiu que “mesmo longe, continua perto e a acompanhar a caminhada desta diocese, de onde é natural” e pediu “a mesma atitude de colaboração com o seu sucessor”.

Depois do representante da Nunciatura Apostólica ter apresentado os cumprimentos do Papa Francisco ao novo bispo e aos seus diocesanos, foram entregues a D. Luzizila Kiala alguns objetos tradicionais, com os cumprimentos dos padres, irmãs, catequistas e leigos que ali trabalham, “como expressão do acolhimento na cultura local e reconhecimento da sua autoridade”.

 

Bispo pede “escuta” e comunhão dos diocesanos

Na sua homilia, o novo pastor lembrou que “todo o cristão é sal e luz” e que o bispo deve “o primeiro a ser sinal” da esperança em Cristo. “Ele é a nossa paz e reconciliação e, como seus servidores, devemos levar a paz a todos os homens, esbatendo os muros de divisão e os preconceitos”, disse ainda D. Luzizila, frisando que “sem a esperança que vem de Deus, tudo na vida perde o sentido” e, dirigindo-se em particular aos jovens, “é dela que precisam para não andarem à deriva, numa vida fútil, de violência ou vícios”. Apontando o “papel especial das famílias cristãs, esperança do futuro da Igreja”, o novo bispo defendeu que, “num mundo em que cada um quer salvar-se a si mesmo”, a radicalidade do seguimento de Cristo obriga a “amar a cruz e dar a vida, o que só é possível pela graça de Deus”.

Agradecendo o acolhimento e a oração da sua nova diocese, bem como o legado dos seus predecessores, o bispo apelou à comunhão entre todos os diocesanos e deixou o convite a “um ano eclesial de escuta para ver as maravilhas que o Senhor realizou nela, porque a escuta é a base das grandes experiências humanas”. Tempo, portanto, para “ver o caminho feito, fazer uma leitura da tradição recebida, não para julgar, mas para tirar do tesouro coisas novas e antigas”.

A terminar, o governador da província, general Eusébio Teixeira de Brito, “deu boas-vindas ao novo bispo, destacou o papel da Igreja na promoção dos valores morais e na melhoria da condição de vida das pessoas e prometeu o apoio do seu governo”, mostrando, como exemplo, o jipe que oferecia a D. Luzizila para “as visitas pastorais que tem que fazer à diocese, muitas vezes por difíceis picadas de terra batida”.

Segundo o padre Vítor Mira, “o dia de festa continuou com o almoço e atividades de cariz cultural e lúdico”.

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