D. António Marto apelou ao “desejo missionário” na apresentação de livro sobre o Gungo

“E o Céu ali tão perto” é a expressão que completa o título do livro de Joaquim Santos sobre a Missão do Gungo, em Angola, apresentado no passado domingo. O Bispo de Leiria-Fátima deixou o voto de que a experiência relatada “contagie” outros fiéis.

 

Cerca de uma centena de pessoas participou na apresentação do livro “Missão do Gungo e o Céu ali tão perto”, da autoria de Joaquim Santos, no espaço cultural São Ópticas, em Leiria, no passado dia 11 de dezembro.

A obra resulta da experiência missionária feita pelo autor em Angola, em julho deste ano, na missão que a Diocese de Leiria-Fátima, através do grupo Ondjoyetu, mantém há cerca de uma década no Gungo, Diocese de Sumbe, com a qual está geminada. Em cerca de centena e meia de páginas de grande formato, este jornalista do PRESENE inclui o seu diário de viagem, algumas das notas que tomou, reflexões que fez e algumas das muitas fotografias que tirou durante a sua passagem pela missão. Além disso, contém um resumo histórico da atividade do grupo missionário, a partir de uma investigação feita em Portugal e em Angola.

“Foi do contacto com o Ondjoyetu que surgiu em mim a vontade de partir”, referiu Joaquim Santos na sessão, confessando ter sido uma experiência marcante de relação com quem “tem falta de tudo, mas tem o essencial do ser, vivendo no lixo num país com tanto luxo”. Constatando a ausência das necessidades mais básicas como habitação, alimentação, saúde e educação, “é um povo que nos leva a questionar o nosso modo de vida, mostrando a felicidade de quem tem o mais importante, o coração aberto para dar amor e uma genuína gratidão pela ajuda que recebe dos missionários”. Daí a “facilidade com que se encontra a paz, mesmo no meio da guerra, e com que se reconhece o rosto de Deus nos mais pequeninos, como se estivéssemos mais perto do Céu”.

A sessão de apresentação contou com as intervenções dos padres Joaquim Domingos, diretor do Serviço de Animação Missionária da Diocese, e Vítor Mira, iniciador da Missão do Gungo e fundador do grupo Ondjoyetu, que sublinharam a importância do trabalho missionário da Igreja e deste grupo em particular. “Quem passa por África fica com ela no coração” foi uma afirmação várias vezes repetida, bem como a constatação de que esta é uma experiência marcada pela “alegria de levar o Evangelho a quem dele mais precisa” e de “partilhar o pouco que se tem com a certeza de que Deus o fará frutificar”.

Também Raul Castro, presidente do Município de Leiria, se associou a este momento, manifestando a satisfação por ver “muitos cidadãos do concelho envolvidos em projetos de responsabilidade social”. O autarca deixou o desejo de que este livro contribua para despertar noutros essa sensibilidade para “a ajuda às populações mais esquecidas”.

No final, o Bispo de Leiria-Fátima, que assina o prefácio da obra, lembrou a sua própria passagem pela Missão do Gungo e como o sensibilizou ver centenas de crianças a correr para saudar a chegada dos missionários. “Pediram-me que não lhes tirasse o padre Vítor, porque foi o único que não os abandonou durante a guerra”, disse D. António Marto, “sendo a imagem do missionário e de Deus que não abandona nunca os seus filhos”.

Confessando ter lido o livro “de um só fôlego”, o Bispo diocesano frisou o retrato que faz das dificuldades daquele povo, da “partilha de vida e de carinho” de quem vai em missão pela promoção dos mais pobres, e da constatação comum de que “se recebe mais do que se dá”. “Joaquim Santos captou isto tudo muito bem e descreveu-o de forma incisiva, que não nos deixa indiferentes”, concluiu D. António Marto, com o voto de que “esta leitura desperte noutros o desejo missionário”.

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