Caminho de conversão e serviço marca a Quaresma na paróquia de Pedreiras

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Ao longo desta Quaresma, a comunidade paroquial de Pedreiras foi convidada a viver um caminho diferente: um percurso feito de pequenos gestos, de simplicidade e de verdade, inspirado no tema “Gotas de Vida Eterna”.

Tudo começou na Quarta-feira de Cinzas, com o apelo a parar, a olhar para dentro e a iniciar um percurso de conversão. Desde então, semana após semana, fomos sendo guiados por diferentes dimensões da vida espiritual: o deserto, o silêncio, a escuta, a sede, a luz… experiências que fazem parte da vida de cada um de nós.

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O rio construído por gestos de amor

Ao longo dos domingos de Quaresma, a comunidade foi convidada não só a escutar a Palavra, mas a traduzi-la em gestos concretos. Cada celebração tornava-se um espaço de encontro, onde crianças, jovens e adultos participavam ativamente, ajudando a construir, simbolicamente, um “rio” junto da pia batismal. Esse rio crescia a cada semana, feito de pequenas gotas: sinais de compromisso, de mudança e de amor vivido no quotidiano.

Foram muitos os momentos marcantes deste percurso. As 24 horas para o Senhor trouxeram um tempo forte de silêncio, oração e reconciliação. O Domingo de Ramos e a Via-Sacra ajudaram-nos a entrar mais profundamente no mistério da entrega de Jesus. Na Missa da Ceia do Senhor, o gesto do lava-pés recordou-nos que amar é servir. A Sexta-feira Santa convidou ao recolhimento e à contemplação do amor levado até ao fim.

A celebração da vida na Páscoa e a Visita Pascal

A Vigília Pascal e o Domingo de Páscoa surgiram como verdadeiro culminar deste caminho: a celebração da vida que vence, da luz que supera a escuridão e do amor que permanece. Nesse dia, o “rio” construído ao longo da Quaresma ganhou um significado ainda mais profundo, com a participação dos diversos grupos e movimentos paroquiais, sinal de uma comunidade viva, onde cada pessoa tem um lugar e um papel.

Mas a caminhada não terminou aí. A Visita Pascal levou a alegria da Ressurreição às casas das famílias, prolongando no tempo aquilo que foi vivido na igreja. Em cada porta que se abriu, em cada encontro, fez-se presente a certeza de que Cristo está vivo e continua a caminhar connosco.

Este percurso mostrou-nos que são os pequenos gestos, vividos com amor, que transformam a vida. Que nenhuma gota é insignificante e que, juntos, somos chamados a construir um rio de esperança no meio do mundo. Porque, na verdade, este caminho não termina com a Páscoa. O rio não termina aqui, continua em nós.

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