Ator Luís Miguel Cintra deu voz ao livro do Eclesiastes no Mosteiro da Batalha

No Mosteiro da Batalha, no passado sábado 22 de outubro, Luís Miguel Cintra leu, clara e distintamente, o livro do Eclesiastes (ou Qohelet), na tradução de Damião de Góis (1502-1574). E foi muito aplaudido pelo numeroso público presente.

A leitura foi no claustro e a conclusão na igreja, com uma oração de Tolentino de Mendonça, sendo as palavras do ator repetidas no ambão pelo jovem Tomás.

Sobre o texto bíblico, o ator escreveu: “O Eclesiastes é um dos livros mais bonitos da Bíblia. Para além da gravidade da sua reflexão, ou mesmo da enorme acusação em que consiste, a sua tremenda atualidade deixa-me transido: ‘Ao dinheiro obedecem todalas cousas’. Isto está lá escrito. Não é assim agora, como ao rei Salomão parecia? Parecendo complexa, não é assim simples a verdade do mundo em que vivemos? E a frontalidade com que o rei Salomão o diz, não a reconhecemos, agora, na milagrosa humildade do Papa Francisco?
O Eclesiastes é a mais bela reflexão sobre a contradição da condição humana. Caim e Abel são ambos filhos de Adão e Eva. E ainda não acabaram de lutar? Mais que falar de bem e mal, digamos como o Eclesiastes: ‘Vaidade das vaidades, tudo é vaidade’.” Com as cinco leituras encenadas de textos bíblicos, no ciclo “E o espírito voltará a Deus”, a espiritualidade voltou às capelas imperfeitas e aos claustros do Mosteiro. Retomou-se assim, pela via cultural, o que antes acontecia na vida dos frades dominicanos que o habitaram.
É um caminho que pode ser continuado com outras iniciativas.

Parabéns ao diretor do monumento, Joaquim Ruivo, e aos seus colaboradores pela iniciativa.

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