Foi no domingo, dia 19, Dia Mundial das Missões, que 18 conferências diocesanas se reuniram em assembleia-geral na paróquia de Santa Eufémia, cuja organização esteve a cargo da mesma e da paróquia vizinha da Boavista.
Tudo começou com a receção dos elementos do Conselho Central da diocese, dos dois párocos residentes, do conselheiro espiritual, da vice-presidente nacional vicentina e dos mais de 130 irmãs e irmãos vicentinos, pelas 14h30.
Pelas 15h00, depois de composta a mesa, pela presidente do conselho central, Laurinda Francisco, por um dos vice-presidentes, por uma das secretárias, tesoureira, pela vice-presidente nacional, Lisete Oliveira, e pelo conselheiro espiritual, padre Mário Verdasca, iniciaram-se os trabalhos.
Laurinda Francisco deu as boas-vindas a todos, começando pela leitura da Regra e o padre Mário completou com o cântico de entrada, “Se eu não tiver amor”, incluindo as 14 Características do Amor. Os padres António José Botas Cardoso e Marcelo Cavalcante de Moraes, da Unidade Pastoral da Caranguejeira, que inclui as já citadas Santa Eufémia, Boavista e ainda a paróquia do Arrabal, deram também as boas-vindas com algumas palavras. António Cardoso destacou o espírito vicentino, fundamentado na perseverança. Marcelo Moraes incidiu no Evangelho do dia onde o “Não” é contrário da resposta que está no fazer e no que está correto.
Tomando de novo a palavra, Mário Verdasca fez leitura da passagem evangélica dos Filhos de Zebedeu, como base da reflexão. “Servindo com Amor, semeamos a Esperança”, foi o tema central. Ao contrário do que se imagina, existem muitas “pessoas invisíveis” e muita altivez, que se tem de erradicar, pois servir é ser-se pessoa.
Ora, como estamos a celebrar o Dia Mundial das Missões, temos de ser capazes de nos dar. “Quem não é para servir, não serve para viver”, conjugando-a com a célebre Oração de São Francisco de Assis. “Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz”, terminando com o cântico “Sou Feliz”.
O ponto número 4 destinou-se à leitura da ata respeitante à assembleia-geral em 2024, realizada na paróquia da Azóia. A ata foi aprovada por unanimidade pelas conferências vicentinas presentes.
Seguiu-se um período de reflexão sobre a “Verdadeira Essência do Vicentino”, com palavras da presidente do Conselho Central e da vice-presidente nacional das conferências vicentinas. É importante e imprescindível viver a caridade, escutar e caminhar lado a lado, pois os vicentinos não são meros voluntários. Uma busca constante e perseverante na ajuda ao pobre, servindo o Evangelho de Jesus Cristo.
Lisete Oliveira mencionou ainda dom Clemente no 19.º encontro da família Vicentina, em Fátima, que referiu não se dever procurar Cristo no céu, pois a indiferença é um dos maiores pecados nos dias de hoje.
Os quase 7000 vicentinos no país formam uma família de bem-fazer, citando a passagem bíblica, “Vejam como eles se amam”. Terminou, fazendo um apelo à necessidade da solidariedade, o que Cristo fez no “dar, na entrega”, não julgando os outros, mas sim dando “testemunhos vivos”.
Antes da confraternização final, seguiu-se o período de auscultação e intervenção de cada uma das conferências presentes. A intervenção de cada uma serve não só para confirmar a própria presença, como a de quantos elementos acompanham cada presidente ou o/a representante, no caso da ausência do/a presidente. Expor frontalmente o que cada uma realiza durante o ano e os anseios/necessidades de cada uma. Na medida do possível, o Conselho Central tenta ajudar na resolução dos mais diversos problemas, através de exemplos e do diálogo em rede. Formação foi a necessidade mais premente, tal como o rejuvenescimento das mesmas.
Estiveram presentes as conferências das seguintes paróquias: Arrabal, São Simão de Litém, Azóia, Batalha, Boavista, Calvaria, Colmeias, Marinha Grande, Marrazes, Memória, Monte Redondo, Parceiros, Porto de Mós, Regueira de Pontes, Santa Catarina da Serra, São Mamede, Santa Eufémia e Urqueira.
Antes da oração final, a cargo de Lisete Oliveira, ficou logo decidido o local da próxima assembleia-geral diocesana em 2026. Vai ser na Batalha, com organização das paróquias local e da Calvaria.
A sessão terminou com um lanche-convívio no salão da paróquia anfitriã, onde a maioria dos vicentinos conviveu num grande ambiente de comunhão, alegre e partilha de conversações da mais diversa índole.