No contexto do Ano Jubilar que estamos a viver, a direcção do Apostolado da Oração da paróquia das Meirinhas convidou o padre João Carlos Rodrigues, da unidade pastoral de Albergaria dos Doze, São Simão de Litém, Espite e Matas, para partilhar com os zeladores e associados uma reflexão sobre a misericórdia de Deus como fonte de esperança.
No dia 2 de Junho, mês tradicionalmente dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, o sacerdote abordou a experiência mística de santa Faustina Kowalska, religiosa polaca que, já no século XX, recebeu de Cristo a missão de transmitir ao mundo a devoção à Divina Misericórdia.
A reflexão recuou ainda ao século XVII, evocando as revelações do Coração de Jesus a santa Margarida Maria Alacoque, que procuraram restaurar a imagem de um Deus que é amor, próximo, que perdoa e acolhe, em contraste com a imagem de um Deus distante e opressor, que parecia prevalecer na sensibilidade religiosa de então.
Como sublinhou o papa Francisco, “o melhor e mais completo atributo de Deus é a misericórdia”. É nela que se alicerça a nossa esperança, pois, sendo nós pecadores, o amor divino é sempre maior, é infinito.
A esperança é, pois, a “âncora” da alma, que nos mantém firmes no meio das tempestades da vida. Não por acaso, a âncora é um dos principais símbolos do Jubileu de 2025.
Que a devoção ao Sagrado Coração de Jesus nos faça experimentar, cada dia, o amor misericordioso de Deus e nos conduza também a viver a misericórdia para com todos.
Só nesta experiência da misericórdia divina se manterá acesa a “chama viva da nossa esperança”.