A Páscoa dos Cristãos perseguidos

Uma das mensagens mais fortes desta Páscoa foi a necessidade de atenção às situações de perseguição religiosa, nomeadamente dos Cristãos, em muitas zonas do planeta. Para esses, a Paixão parece ser a realidade que continua a marcar os dias e a Páscoa tarda em chegar.

Começando pelo Papa e passando por diversas instituições internacionais, a chamada de atenção para este flagelo dos tempos modernos chegou também com maior veemência aos meios de comunicação social. Ainda assim, são muitos os “gritos de socorro” que ainda não são ouvidos e a “indiferença” continua a marcar a maioria das sociedades ocidentais e, por arrasto, dos media e da opinião pública.

 

“Vemos ouvimos e lemos – não podemos ignorar”

2015-04-09 pascoa2A nível nacional, a Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) emitiu uma nota sobre o assunto, apelando às autoridades políticas que se empenhem sem reservas para porem termo ao massacre de cristãos no Médio Oriente.

Elencando muitos casos concretos de perseguição, não apenas de cristãos, apela aos media e a “todas as pessoas de boa vontade” que não ignorem o assunto, que levem “a Esperança a quem dela necessita” e que pratiquem a “Caridade através do apoio a todos aqueles que, no terreno, estão junto dos violentados e perseguidos”.

 

Apelo pascal do Papa Francisco

2015-04-09 pascoa3O Papa Francisco tem sido uma das vozes constantes pela paz e a liberdade religiosa. Na sua mensagem para a Quaresma, era claro o apelo contra a “indiferença” perante os que sofrem perseguição. Na oração matinal do “Regina Caeli” de segunda-feira de Páscoa, na praça de S. Pedro, voltou a referir essa situação: “Desejo que a comunidade internacional não assista muda e inerte a este crime inaceitável, que constitui uma preocupante deriva dos direitos humanos mais fundamentais; desejo verdadeiramente que não desvie o olhar para outro lado”.

O Papa elogiou ainda a “ajuda palpável” de muitas pessoas e instituições para a defesa e proteção dos cristãos “perseguidos, exilados, mortos, decapitados” por causa da sua fé. “Eles são os nossos mártires de hoje e são muitos, podemos dizer que são mais numerosos do que nos primeiros séculos”, cita a agência Ecclesia.

 

Primeiro-ministro inglês defende cristãos perseguidos

2015-04-09 pascoa4No Domingo de Páscoa, o primeiro-ministro britânico apresentou uma mensagem televisiva sobre “a importância do Cristianismo na vida nacional”. Criticado por uns como sectarista e conservador, por afirmar “este é um país cristão”, louvado por outros por defender abertamente e sem rodeios as convicções religiosas que marcam a raiz da cultura anglo-saxónica e ocidental em geral, o governante baseou a sua intervenção, precisamente, no contributo das Igrejas Cristãs para a sociedade, como “força viva e atuante”, sempre presente quando surgem dificuldades. E sustentou que, em retorno, a sua governação está apostada em apoiar a Igreja, tanto na preservação de espaços celebrativos como nas suas funções sociais.

Mas o ponto que sublinhamos é a referência aos cristãos perseguidos pelo mundo e a obrigação que as sociedades ocidentais têm de serem solidárias e lutarem ativamente contra essa “chocante” forma de opressão.

 

Metro de França recusa frase “pelos cristãos do Oriente”

2015-04-09 pascoa5A empresa RATP, gestora do metropolitano de Paris, proibiu a divulgação durante a Semana Santa da publicidade a um concerto a favor dos cristãos do Médio Oriente, alegando a defesa da “imparcialidade”. O diário parisiense Le Figaro lançou uma sondagem sobre o assunto, à qual responderam mais de 50 mil pessoas. E são 90% os que se manifestaram contra aquela decisão do Metro francês.

 

Que faz o nosso país pelos Cristãos do Próximo Oriente?

2015-04-09 pascoa6“A situação dos cristãos médio-orientais tem vindo a piorar desde a ofensiva do ISIS, o assim chamado Exército Islâmico, desde o verão do ano passado: são mortos, perseguidos, expulsos das suas casas. Mas o ISIS não é a única causa de preocupação”.

Esta constatação de Luís Salgado de Matos, no seu blogue “Estado e Igreja”, é desenvolvida numa análise a algumas das iniciativas internacionais sobre este tema. No final, em resposta à pergunta que dá título ao artigo, outra constatação: “o Estado português nunca desenvolveu a menor ação significativa para proteger os cristãos no Médio Oriente”.

 

Ajuda à Igreja que Sofre

2015-04-09 pascoa7Fundada em 1947 pelo padre Werenfried van Straaten, inspirado na Mensagem de Fátima, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre é uma organização dependente da Santa Sé que apoia projetos de cunho pastoral em países onde a Igreja Católica está em dificuldades.

Nasceu para auxiliar os refugiados da Alemanha de Leste que fugiam da ocupação comunista, mas rapidamente se espalhou pelos campos de refugiados  dos cinco continentes, sendo em muitos casos a única organização presente como resposta aos numerosos e urgentes apelos que chegam a todo o momento. Desdobra-se, ainda, em campanhas de oração e em missões diplomáticas e de negociação pela paz, elaborando anualmente um exaustivo relatório sobre esta realidade em todos os países do mundo.

Nesta Quaresma, editou uma Via-Sacra meditada pelas famílias refugiadas da Síria, “um convite à oração pela paz em comunhão com este povo que vive num clima de terror, miséria e de enorme sofrimento”. Os textos são de D. Samir Nassar, arcebispo de Damasco, que esteve em Portugal no final de 2013. Na oração do Terço, na Capelinha das Aparições, disse: “Vim a Portugal para consagrar o povo da Síria a Nossa Senhora de Fátima e solicitar as vossas orações pela Paz! Precisamos das vossas orações!”

No prefácio desta Via-Sacra, diz D. José Alves, arcebispo de Évora: “Cada palavra está carregada de sentido. Em cada palavra ecoa a vida atribulada de milhares de pessoas de todas as idades e condições”.

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