“A Alegria do Evangelho”: frescura, simplicidade, otimismo…

 

Mais de 300 pessoas encheram a aula magna do Seminário de Leiria, no dia 31 de janeiro, numa sessão sobre a exortação apostólica “Evangelii Gaudium” (A Alegria do Evangelho), do Papa Francisco. Uma reflexão de D. António Marto e uma encenação da comunidade formativa da Aliança de Santa Maria foram os ingredientes do serão, que marcou o início do segundo semestre do Centro de Formação e Cultura da diocese de Leiria-Fátima.

“A primeira impressão que tive ao ler esta exortação apostólica foi de otimismo, esperança e alegria”, começou por afirmar o Bispo diocesano, sublinhando o “tom positivo, a linguagem direta, a frescura e simplicidade” do documento, que considerou “mais pastoral do que doutrinário” e “muito acessível, apesar da sua extensão”. Fazendo jus ao título, a exortação é “um hino à alegria que brota do Evangelho”, afirmou D. António Marto. “Nele se vê a perceção de um tempo novo, complexo mas não apocalíptico, um tempo favorável e propício, não mais difícil do que outros tempos da história, mas diferente nos problemas e oportunidades que oferece à Igreja”, referiu.

Partindo da constatação de que “a fé cristã nasce, não de uma decisão ética, mas do encontro com a pessoa de Jesus Cristo”, toda a exortação “Evangelii Gaudium” é desenvolvida a partir da premissa de que “encontrar Cristo é o melhor que nos podia ter acontecido e testemunhá-l’O é o nosso gozo, a nossa alegria”, defendeu o Bispo de Leiria-Fátima. E o seu objetivo pode resumir-se no “convite a cada cristão para ser parte ativa na nova etapa evangelizadora que marcará o percurso da Igreja nos próximos anos”, um desafio especialmente apontado aos agentes pastorais, entendidos como evangelizadores e não tanto como “administradores de serviços e estruturas”.

 

Sair do “conforto” ao encontro dos pobres

D. António Marto passou, depois, em revista o percurso temático da exortação, numa partilha leve e informal da sua própria leitura do documento, também ela marcada pelo otimismo e a alegria que lhe são peculiares. “O Papa começa por pedir à Igreja que saia da sua zona de conforto e da autorreferencialidade para ir oferecer a vida de Cristo às periferias existenciais do homem do nosso tempo”, apontou. Um caminho que exige “a renovação eclesial inadiável, capaz de transformar tudo, os estilos, a linguagem, os horários, as estruturas e as rotinas que paralisam o anúncio do Evangelho”. Combatendo as tentações na ação pastoral, como “o egoísmo, o pragmatismo cinzento, a vaidade dos cargos e funções, as guerrilhas entre pessoas e grupos, ou o clericalismo”, somos todos chamados a assumir-nos como missionários, em todos os âmbitos da vida, desde a piedade popular à liturgia e ao diálogo informal com os outros.

Nessa “nova etapa evangelizadora”, há que ter como princípio orientador a inclusão social dos pobres, “não na mera perspetiva assistencialista, mas combatendo as causas estruturais da pobreza”, frisou o Bispo a partir da leitura da exortação, onde essa é uma linha fundamental na construção da proposta evangelizadora da Igreja, baseada sempre no “encontro pessoal com Cristo, que está sempre presente e é fonte da alegria do seu povo”.

Outra linha desta atividade evangelizadora é o “estilo mariano” que apresenta, como proposta de uma “revolução da ternura, que assegura o calor materno à nossa busca de justiça”.

 

Debate e encenação

No breve debate que se seguiu, o Bispo de Leiria-Fátima teve ainda a oportunidade de sublinhar a importância das “surpresas” ocorridas em 2013 na história da Igreja, nos dois momentos da renúncia de Bento XVI ao papado, “ato único de lucidez, humildade, coragem e de santidade profunda”, e da eleição do Papa Francisco, “um idoso que, contra todas as expectativas, trouxe um ar fresco de otimismo a uma Igreja que dava ar de cansada, sobretudo na Europa”.

Quanto à questão da aplicação da exortação “A Alegria do Evangelho” na diocese de Leiria-Fátima, D. António apontou como prioritário “o testemunho de Cristo no mundo, fazendo mais pontes entre a fé e a cultura e em diálogo com a sociedade, num espírito de alegria e não de obrigação ou proibição”. A motivação terá de ser “o entusiasmo por Cristo”, concluiu.

A terminar, a comunidade formativa da Aliança de Santa Maria tomou conta do “palco”, numa divertida encenação sobre os conteúdos desta mesma exortação apostólica. Em vários quadros de episódios do quotidiano com que qualquer um de nós podia identificar-se, as “atrizes” mostraram como este documento do Papa Francisco pode iluminar o dia a dia do cristão. E tornaram essa mensagem mais clara através da sátira e do bom humor, que encheu o anfiteatro de muito boa disposição e mesmo sonoras gargalhadas. Ou não fosse de “alegria” que se falava…

 

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