Entre os dias 25 de julho e 1 de agosto, 40 escuteiros e oito dirigentes do Agrupamento 1198 Santo Agostinho partiram rumo aos Açores para viver o ACAGRUP’26, uma atividade que os levou a descobrir as ilhas do Faial, Pico e Terceira.
Durante oito dias, viveram uma experiência marcada pelo contacto com a natureza, pela descoberta da cultura e da história açoriana, pelo serviço, pela convivência e pelo crescimento pessoal. Ao longo da atividade, cada escuteiro foi desafiado a descobrir os seus dons e a colocá-los ao serviço dos outros, através de um imaginário inspirado na casita, símbolo de uma casa construída por todos, onde cada pessoa tem um papel importante.

O programa foi diversificado e permitiu conhecer algumas das paisagens mais emblemáticas dos Açores. No Faial, o contacto com os vulcões, as caldeiras, o mar e os trilhos naturais despertou nos jovens uma maior consciência para a importância de cuidar da natureza e da nossa Casa Comum. Já na Terceira, a visita a Angra do Heroísmo, ao Monte Brasil e a vários miradouros permitiu descobrir a riqueza histórica e cultural da ilha e refletir sobre a importância da identidade, da memória e da participação ativa na comunidade.
Desafios no Pico e vivência rural
Entre os momentos mais marcantes estiveram a subida à Montanha do Pico, o ponto mais alto de Portugal, e uma atividade de ordenha numa exploração agrícola local. A subida ao Pico foi um verdadeiro desafio físico e emocional, onde cada passo exigiu esforço, persistência e espírito de equipa. Já a experiência de ordenha aproximou os escuteiros da realidade do mundo rural, mostrando o valor do trabalho diário dos agricultores e o cuidado necessário com os animais e com o ambiente.
Para além destas atividades, houve ainda jogos de cidade, caminhadas, momentos de serviço ambiental, celebrações, orações, fogos de conselho e muitos momentos de convívio. Foram dias intensos, que reforçaram o espírito de equipa, a amizade, a autonomia e o sentido de responsabilidade de todos os escuteiros.
Nem sempre foi fácil. O cansaço, os desafios das caminhadas e a vida em campo fizeram parte da experiência, mas acabaram por se transformar em oportunidades de aprendizagem. Foi nesses momentos que a entreajuda, a confiança e a união ganharam ainda mais significado, mostrando que, juntos, é possível superar qualquer desafio.
O ACAGRUP’26 terminou no dia 1 de agosto, com a chegada a Lisboa, onde os escuteiros foram recebidos pelas suas famílias. O reencontro ficou marcado pelo regresso dos símbolos das diferentes secções do agrupamento, ligados ao imaginário da casita. Símbolos que, em determinados momentos da atividade, pareciam ter perdido o seu brilho, mas que regressaram cheios de cor e de vida, recordando que a verdadeira magia nunca desaparece quando existe união, amizade e espírito de família. Afinal, tal como na casita, foram os dons, a dedicação e o coração de cada escuteiro que mantiveram viva a magia ao longo de toda a aventura.
Galeria http://l-f.pt/3p62Mais do que uma viagem aos Açores, o ACAGRUP’26 foi uma oportunidade para crescer, criar memórias, fortalecer laços e viver o Escutismo de forma intensa. Ficou a certeza de que cada escuteiro tem algo único para oferecer e que é através da partilha, do serviço e da dedicação aos outros que continuamos a cumprir a missão de deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrámos.