Padre Augusto Pascoal faleceu aos 89 anos

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Faleceu esta sexta-feira, 29 de maio de 2026, o padre Augusto Pascoal, sacerdote da Diocese de Leiria-Fátima que, ao longo de várias décadas, exerceu o seu ministério em diferentes serviços pastorais e integrou a equipa formadora do Seminário Diocesano de Leiria.

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A Diocese de Leiria-Fátima manifesta a sua gratidão pelo testemunho de fé, dedicação e serviço prestado pelo sacerdote ao longo da sua vida, associando-se em oração aos seus familiares, amigos e a todos aqueles que com ele partilharam o caminho cristão.

A celebração das exéquias terá lugar este sábado, 30 de maio, às 11h00, na igreja do Vale da Pedra, na paróquia do Souto da Carpalhosa. No final da celebração, o corpo será sepultado no cemitério local.

Os fiéis são convidados a unir-se em oração pelo eterno descanso do padre Augusto Pascoal, confiando-o à misericórdia de Deus.

Rezemos para que o Senhor da Vida o acolha no seu reino de paz e amor.

Percurso de uma vida dedicada aos estudos, à formação e ao serviço da Igreja

Nasceu a 22.09.1936, no Souto da Carpalhosa, e ingressou no Seminário de Leiria a 14.10.1949, concluiu o curso Filosófico-Teológico em 1959; nesse ano, matriculou-se na Universidade Gregoriana, onde, em Julho de 1960, fez o bacharelato em Teologia; foi ordenado Presbítero a 15.08.1961, na Catedral de Leiria, por D. João Pereira Venâncio; e concluiu a licenciatura em Teologia Sistemática no ano seguinte em Roma, regressando a Portugal. 

Além dos estudos de preparação para o exercício do ministério, teve a preocupação de se ir integrando nas atividades relacionadas com a sua opção vocacional: ainda seminarista, colaborou, em férias, com o seu pároco, nas atividades de âmbito paroquial. Em novembro de 1963, matriculou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e, em 1968, concluiu licenciatura em Filologia Clássica; no ano de 1973, licenciou-se em Filologia Românica.

De 1968 a 1990, o seu principal campo de ação foi o Seminário Diocesano para onde foi  nomeado como professor e formador, lecionando várias disciplinas do curso Filosófico-Teológico, e assumindo a direção da Instituição, como Reitor, entre 1973 e 1983. Além desta atividade, exerceu funções de capelão no Santuário de Fátima, em Leiria, no Souto da Carpalhosa e, durante alguns anos, assumiu o serviço pastoral da Paróquia da Boavista.

De 1989 a 1993, foi Vigário Episcopal para a Pastoral da Cultura e, de setembro de 1991 a julho de 1993, presidiu ao Conselho Diretivo da Escola de Formação Social Rural de Marrazes, Leiria. Em 1992, secretariou a Comissão Central das Comemorações dos 75 anos das Aparições de Fátima e integrou a Comissão Científica do Congresso “Fátima e a Paz” de âmbito  Internacional, que decorreu de 8 a 12 de maio.

A 19.12.2002, defendeu a tese de doutoramento “Aquiles Estaço, Humanista Teólogo” que lhe mereceu a aprovação “com distinção e louvor” e que constituiu como que a coroa dum passado dedicado aos estudos e à cultura nos seus mais diversificados campos.

De 1994 a 2004, assumiu a paroquialidade dos Pousos e, em novembro de 2004, assumiu com dedicação, a responsabilidade pastoral da Comunidade de São Romão e Guimarota, até abril de 2019, altura em que foi integrada na Paróquia da Cruz da Areia; foi ainda nomeado Vigário Pró-Penitenciário da Diocese e garante da celebração da Eucaristia para a comunidade do Colégio de Nossa Senhora de Fátima, em Leiria.

Em 2019, passou à situação de jubilado, deixando as tarefas que tinha até então, tais como de Juiz do Tribunal Eclesiástico, Sacerdote Penitenciário da Catedral e Vigário Paroquial de Leiria, passando a residir na Casa Diocesana do Clero.

Foi vasta a sua ação como conferencista, orientador de retiros espirituais e pregador, tal como foi a vasta e diversificada a produção literária que legou à Igreja e à Sociedade, quer colaborando em revistas de especialidade, quer na imprensa regional e diocesana. Colaborou, desde muito cedo e com assiduidade, no jornal  “A Voz do Domingo” de que veio a ser Diretor (agosto de 1974 a setembro de 1977). Findo o cargo, ainda manteve colaboração semanal por mais dez anos.

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