Peregrinação nacional das Conferências Vicentinas reúne centenas em Fátima

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Decorreu no fim de semana de 18 e 19 em Fátima a tradicional peregrinação nacional das Conferências Vicentinas. Do programa, constou o acolhimento e a concentração junto da Cruz Alta do recinto mariano, entre as 12h00 e as 14h45. De imediato teve início o desfile em cortejo das 16 conferências presentes, perfazendo entre 1000 e 1500 irmãos e irmãs vicentinos, até junto da capelinha das aparições na Cova da Iria. Foi um trajeto curto, mas pleno de simbolismo ao som de alguns cânticos de interiorização da mensagem de Nossa Senhora aos três pastorinhos, em 1917.

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Aí chegados, D. José Traquina, bispo de Santarém, que presidiu à edição deste ano, deu as boas-vindas a todos os presentes. Seguiram-se umas breves palavras do conselheiro espiritual nacional, padre José Alves, e a saudação a Nossa Senhora e renovação do compromisso vicentino na capelinha, sob orientação da presidente nacional, Fernanda Capitão.

Antes de a peregrinação rumar ao Centro Apostólico Paulo VI, onde decorreu a habitual assembleia-geral, D. José Traquina recordou as palavras do Papa Francisco, que na sua visita ao santuário em 2017 teve uma das mais belas frases do seu pontificado: “Temos Mãe! Temos Mãe!”. Referiu também a importância de estar presente num lugar aberto e acolhedor, numa alusão à visita do Santo Padre a Fátima na Jornada Mundial da Juventude, no dia 5 de agosto de 2023.

Assembleia-geral e momentos de animação

Chegados ao anfiteatro de Paulo VI, a assembleia teve início com a apresentação de Teresa Carvalho e Bernardo Barreto, da direção nacional. O primeiro destaque foi a apresentação do vice-presidente territorial Europa 1 do Conselho Geral Internacional, Kieran Stafford, da Irlanda. Seguiu-se a animação, este ano a cargo do Conselho Central do Porto, com uma peça de teatro levada a cabo por utentes do Centro de Apoio e Reabilitação para Pessoas com Deficiência, em Touguinha.

Foram momentos de interiorização de valores como o perdão, a justiça, a humildade e o zelo apostólico, grandes referências vicentinas. A peça teatral terminou com o êxito musical interpretado por Sara Correia e Pedro Abrunhosa, “Que o Amor nos salve”, e com a divulgação dos frutos de “Soluções mágicas para situações trágicas”: obras de misericórdia e uma sociedade mais inclusiva.

A mesa foi composta pela presidente nacional Fernanda Capitão, pelo assistente espiritual nacional, padre José Alves, pelo presidente da mesa da assembleia-geral, Luís Silva, por D. José Traquina e pelo orador convidado, Sérgio Pinto. Todos os encontros têm início com a leitura da regra da SSVP, neste caso, pelo presidente da mesa. Em seguida, o padre José Alves fez a meditação com o tema “Coração de Maria, caminho para ver a Deus”, fundamentada no “ver/acreditar”.

Desafios da missão vicentina

A presidente nacional salientou a existência de mais de 600 conferências e 6000 irmãos e irmãs vicentinos. Referiu ser necessário manter o compromisso de São Vicente de Paulo no apoio alimentar e na ajuda aos mais carenciados, em particular nas visitas domiciliárias. Já Kieran Stafford leu a mensagem do presidente internacional, o espanhol Juan Manuel Buergo Gómez, eleito em junho de 2023 para o mandato 2023-2029.

Na chamada dos conselhos centrais presentes, destacou-se o Porto, com pelo menos um terço da plateia, o Funchal, com cerca de uma centena de participantes, e a Diocese de Leiria-Fátima, com perto de seis dezenas de presenças. Sérgio Pinto, orador convidado, sublinhou que ser vicentino é partilhar mais experiências do que palavras, tentando banir o estigma através da atenção aos gestos e da ausência de “olhares violentos”.

Finalmente, D. José Traquina partilhou a sua visão sobre a dedicação aos mais desfavorecidos. Referiu a importância do próximo e abordou chagas sociais como a violência doméstica e a precariedade salarial em Portugal, apelando a uma maior justiça social. O primeiro dia terminou com a recitação do terço na capelinha, a procissão das velas e a vigília de oração na Basílica da Santíssima Trindade, orientada pelo Conselho Central de Leiria.

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