A paróquia dos Pousos viveu, intensamente, os mistérios centrais da nossa fé nesta última Semana Santa. Foram dias de beleza, onde o rito se uniu à vida e onde cada celebração nos permitiu tocar a profundidade do amor de Deus.
Do triunfo à entrega do lava-pés
Tudo começou no Domingo de Ramos. Com a ajuda preciosa da nossa catequese, revivemos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. Entre ramos erguidos e vozes que aclamavam “Hossana”, escutámos comovidos a narração da Paixão, preparando o coração para o que se seguiria.
A Quinta-feira Santa foi um dia de profunda comunhão eclesial. Logo pela manhã, na Sé, vários paroquianos uniram-se na Missa Crismal — uns integrando o grupo coral diocesano, outros em oração — testemunhando a união entre sacerdotes e leigos no momento em que os padres renovam as suas promessas. À noite, na nossa Igreja Paroquial, o ambiente transformou-se em pura interioridade. À volta da mesa da Última Ceia, um grupo de adolescentes da catequese deixou que o Padre André lhes lavasse os pés, um gesto de humildade que nos recorda o mandato do Amor. Nesse mesmo espírito, os nossos Ministros Extraordinários da Comunhão renovaram o seu compromisso de serviço à Eucaristia.

A dor e a dignidade da Sexta-Feira Santa
A Sexta-feira Santa foi vivida em recolhimento e esmero. A celebração da Paixão e a Adoração da Cruz abriram caminho para a nossa tradicional Procissão do Senhor Morto. O percurso foi preparado com dedicação pelo nosso Agrupamento de Escuteiros. A solenidade foi ainda mais elevada pela brilhante interpretação da Filarmónica da SAMP. Regressámos a casa com o coração pesado pela partida do Mestre, mas com a paz de saber que Lhe prestámos uma despedida digna de tudo o que Ele nos legou.
Vigília Pascal: o ressurgir da Esperança
O ponto alto foi, sem dúvida, a Solene Vigília Pascal. Do rito da luz ao Precónio Pascal, soberbamente interpretado pelo Paulo Lameiro, fomos conduzidos pela Liturgia da Palavra até ao momento mais radiante da noite: a Liturgia Batismal.
A nossa comunidade viveu a alegria de testemunhar o Batismo do Fernando e do Yuri. Estes dois jovens, que se prepararam no seio da nossa paróquia, contagiaram-nos com o brilho nos seus olhos e um sorriso que era a própria imagem da ressurreição. Foi uma honra para todos nós acolhê-los como novos membros da família de Deus.
Exemplos de dedicação
Não poderíamos fechar este balanço sem um agradecimento profundo a dois grupos que foram pilares nestes dias, a par com muitas outras presenças discretas no seio da comunidade: o Grupo Coral e o Grupo de Acólitos. Os ensaios extraordinários do coro traduziram-se em cânticos que elevaram as nossas preces. O nosso recente grupo de acólitos formado por crianças e jovens comprometidos, assumiu com uma maturidade exemplar a missão de cuidar de cada rito, garantindo que a liturgia fosse, verdadeiramente, um veículo da presença de Deus entre nós.