XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos: Diocese inaugura processo sinodal que se pretende iluminado pelo Espírito Santo

A sessão-celebração decorreu durante a tarde, na Sé de Leiria, em dois momentos interligados. Participaram os delegados para o Sínodo em representação das paróquias, conselhos diocesanos, departamentos da cúria, consagrados, associações e movimentos, e muitos outros fiéis.

Após a abertura universal, a 9 e 10 de outubro, no Vaticano, à semelhança da grande maioria das dioceses do mundo e em resposta ao apelo lançado pela Secretaria-Geral do Sínodo 2021-2023 e pelo próprio Papa Francisco, a Diocese de Leiria-Fátima iniciou o processo sinodal a 17 de outubro. 

A sessão-celebração decorreu durante a tarde, na Sé de Leiria, em dois momentos interligados. Participaram os delegados para o Sínodo em representação das paróquias, conselhos diocesanos, departamentos da cúria, consagrados, associações e movimentos, e muitos outros fiéis.

O programa da tarde iniciou com a mensagem do bispo diocesano, o cardeal D. António Marto. As suas palavras aos presentes e aos que seguiam a celebração online foram de ânimo e esperança.

“Pela primeira vez, na história dos sínodos”, disse D. António Marto, “o Papa não limitou o sínodo à assembleia dos bispos precedido por uma mera consulta prévia aos diversos órgãos da Igreja universal, mas desenhou um itinerário especial, um caminho sinodal em três fases – diocesana, continental e universal – e um método que garanta o envolvimento e participação de todo o povo de Deus”.

Por diversas vezes, à semelhança da mensagem pastoral que endereçou aos diocesanos por ocasião do novo ano pastoral, D. António Marto relembrou as palavras do Papa Francisco, para explicar o que está em causa com o Sínodo 2021-2023: “É bom tomar consciência de que não se trata de uma sondagem sociológica, de uma série de reuniões e debates para recolher opiniões, de confronto de grupos reivindicativos, de um parlamentarismo católico em que tudo se decide por votação de maiorias e minorias. Devemos ter bem presente que se trata de um evento espiritual de discernimento comunitário e apostólico”, no qual “todos nós somos chamados a desempenhar um papel ativo e imprescindível”, e em que o “grande protagonista é o Espírito Santo”. 

O Papa adverte-nos, disse, “que este processo sinodal é fácil de exprimir em palavras, mas não é assim tão fácil pô-lo em prática. Porém vale a pena. O aspeto central está na escuta recíproca serena e respeitadora, no discernimento comunitário e numa atitude pastoral face às tentações do clericalismo, da rigidez e de sectarismos”.

Delegados, em missão de comunhão

O padre José Augusto Rodrigues, delegado diocesano para o Sínodo, explicou em termos práticos qual a proposta da Comissão Coordenadora Diocesana para o Sínodo, cujo principal objetivo é participação plena e abrangente de toda a diocese: “Esta rede de delegados [das paróquias, conselhos diocesanos, departamentos da cúria, consagrados, associações e movimentos] é a expressão daquilo que somos, da nossa diversidade e complementaridade. É através destes delegados que o sínodo chegará a cada comunidade, a cada lugar, a cada serviço diocesano, a cada associação de fiéis ou movimento. A equipa diocesana e os delegados serão os servidores que permitirão que o sínodo verdadeiramente aconteça na nossa diocese. Seremos os discípulos que o Senhor envia em missão. Como Maria, seremos os primeiros a sentar-nos ao pé de Jesus para escutar; como Marta seremos incansáveis nas tarefas que nos forem apresentadas”. 

O padre José Augusto Rodrigues partilhou uma das citações do documento preparatório do Sínodo em que mais se sentiu tocado: «será de importância fundamental que encontre espaço também a voz dos pobres e dos excluídos, e não somente daqueles que desempenham alguma função ou responsabilidade no seio das Igrejas particulares». Neste sentido, pediu a colaboração de todos, “desde o Santuário de Fátima, às escolas, às IPSS da Igreja ou às Misericórdias, professores, enfermeiros, médicos, empregadores e empregados, (…) Cáritas diocesana e as Cáritas paroquiais, as conferências de S. Vicente de Paulo, as associações e movimento que trabalham de forma especial com quem está mais à margem da Igreja e da sociedade”.

O sacerdote anunciou a realização de uma reunião para todos os delegados paroquiais e dos diversos organismos da diocese no próximo sábado, dia 23, online, às 21h00. Anunciou também, num convite aos delegados mas que estendeu a todos os interessados, a ação de formação “Rumo a uma Igreja sinodal, a convite do Papa Francisco”, com periodicidade quinzenal, às terças-feiras, das 21h00 às 22h00, na Aula Magna do Seminário e início a 26 de outubro.

A importância dos leigos na Igreja

O Santo Padre exorta constantemente a uma maior participação dos leigos na vida da Igreja. Virgílio Mota, foi convidado a dar o seu testemunho neste momento inaugural enquanto leigo diocesano e a partilhar quais os motivos que o levaram a aceitar o convite para integrar a Comissão Coordenadora Diocesana para o Sínodo.

“Não sei nada de Teologia nem das questões profundas que fundamentam uma iniciativa como este Sínodo, mas sei o que é o Amor e o que é viver para servir, porque foi com base nestas duas realidades que tenho vindo a construir a minha vida pessoal e profissional. Também sei o que é experimentar a incompreensão, a ingratidão, a prepotência, os desmandos, o egoísmo e outras coisas mais. Mas é nesta condição, de quem pouco sabe que me apresento aqui, ainda assim, disponível para servir. Sempre”, disse.

Para Virgílio Mota, falar de Sínodo “significa caminhar juntos em direção a uma meta, a um destino comum. Não significa caminharem todos da mesma maneira, mas caminharem todos em direção à mesma meta, com algumas referências que garantam que o caminho não desemboca no tresmalhar coletivo por falta de indicadores do caminho certo”.

Eucaristia solene sob o signo da luz

Na segunda parte do momento inaugural do Sínodo 2021-2023 foi celebrada a eucaristia, também presidida pelo cardeal D. António Marto e concelebrada por um grande número de sacerdotes. Durante a celebração eucarística, transmitida pela TV Canção Nova, um momento pretendeu perpetuar para memória futura o início do processo sinodal: o envio dos delegados às suas paróquias, serviços e movimentos. O gesto de envio foi muito simples, mas grande beleza. Os delegados, um a um, acenderam a vela sinodal no círio pascal e encaminharam-se para as naves laterais da Sé onde lado a lado, simbolicamente, se apresentaram à comunidade. As velas sinodais foram pintadas à mão pelas irmãs Clarissas do mosteiro de Monte Real.

D. António Marto voltou a referir o Espírito Santo como “protagonista principal” do Sínodo, e o batismo “como o fundamento do caminho sinodal”. Exortou de novo à necessidade da participação e comunhão de todos para com todos: “Ser homens e mulheres da Igreja significa ser homens e mulheres de comunhão e participação; é pedir ao Espírito Santo que sintamos a Igreja como nossa família e casa comum, acolhedora a aberta a todos: é procurar que a unidade não abafe a diversidade, nem a diversidade – pertencer mais ao grupo do que à Igreja… – sufoque a unidade”.

O grupo coral que animou a celebração eucarística integrou elementos de várias paróquias da diocese, sob a direção de Fernando Brites. Ao órgão, nos dois momentos da sessão inaugural do Sínodo, esteve João Santos, organista titular da Sé de Leiria.

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