Súplica

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Deus é Amor! Como não compenetrar todas as forças da minha alma neste meu esposo, que atiçou todos os âm[a]gos da minha essencialidade existencial, inspirando os pensamentos que jorram da fonte mental, num emaranhado de revelações construtoras dos quadros de visão de uma realidade nova.

Como é possível que não te ouçam, meu querido irmão, que ainda hoje permaneces coberto de chagas em todos os poros da pele, gritando aquele murmúrio tão escandaloso quanto sublime: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”. Eu quero responder a esta pergunta pecaminosamente absurda, de um Deus que perde a confiança no próprio Pai. Que clímax de dor não deve ter sentido esse sanguinolento corpo, arremessado para o vácuo, suspenso entre céu e terra, escarnecido pelos homens, subtraído à mãe, “atraiçoado” pelo Deus Pai?

Desejo, dentro dos meus limites, até à eternidade, consolar-te em todos os segundos da minha vida, ser igualmente protagonista de uma via sacra o mais sangrenta possível. Suplico, no entanto, ser igualmente consolado, nas minhas lágrimas de sangue, pelo manto de Verónica, pela inabalável presença de Maria ao meu lado e pela fidelíssima amizade de João.

Concedei-me, Deus, esta graça, a de chegar ao Juízo Final, apresentando-me divinizado na minha humanidade. Nos momentos árduos, concedei-me a coragem para esgrimir com heroicidade a espada da fortaleza. Nas alturas de provação, inundai-me da sabedoria para discernir a via da tua redentora vontade. É esta a súplica que te rogo…

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