SER

Esta simples canção, cuja ideia transcrevemos muito resumidamente, revela grandes segredos do mundo, leva-nos pela mão, como ao pequenito, pelo caminho da sabedoria.

Não será esta a base da liberdade? Que seja permitido a cada pessoa ser quem é, seguir o seu caminho, poder aplicar as suas capacidades ao serviço dos outros para que, também eles, possam ser

Sim, para ser professor, carteiro, informático, músico… antes de mais é necessário ser, ser pessoa. Como devemos estar agradecidos aos nossos pais que nos deram o ser. Se não tivéssemos nascido, todos nós, o mundo estaria mais pobre.

Recordo-me de uma canção que reproduzia o diálogo de um filho com o pai. As perguntas da criança sucediam-se, alternando com as pacientes repostas do pai:

– Oh pai, o que aconteceria se deixasse de chover?

– Se deixasse de chover, a relva não cresceria, os animais não se poderiam alimentar, não haveria rios, não haveria água para beber…

– Oh pai, e se não houvesse sol?

– Se não houvesse sol, faltaria a luz e o calor, andaríamos aos tropeções e a cair, e as plantas não cresceriam.

E as perguntas sucediam-se até que…

– Oh pai, o que aconteceria se eu deixasse de gostar de si?

– Se deixasses de gostar de mim, deixaria de chover, o sol deixaria de brilhar e as flores de crescer, as abelhas não fariam o seu mel e os passarinhos deixariam de cantar… Por isso, se queres que o mundo continue a girar, é melhor que não deixes de me amar.

Esta simples canção, cuja ideia transcrevemos muito resumidamente, revela grandes segredos do mundo, leva-nos pela mão, como ao pequenito, pelo caminho da sabedoria. Tudo o que existe é necessário para a existência de outros seres que, por sua vez, também permitem a manutenção de outros. Cada ser está ao serviço de todos os seres. Os seres mais importantes na criação são aqueles que têm a capacidade de dar o ser a outros seres. Se o homem é capaz de “crescer, multiplicar-se e… dominar a terra” (G. 1, 28), isso significa que pode cavar túneis ou erguer montes, cultivar plantas, criar animais e, sobretudo, gerar filhos e formá-los para o bem. Se é bom que o homem consiga ultrapassar dificuldades para conseguir dar o ser, ou salvaguardar a existência de plantas e animais, mesmo fora do seu habitat natural (com estufas, estábulos ou outros meios), é melhor ainda a sua capacidade de gerar e educar novos homens e mulheres, os únicos que foram criados com o dom de se superarem, transmitindo, de geração em geração, as verdades conhecidas e as ciências e técnicas que inventaram. O ser de cada um de nós depende, sempre, de factos resultantes do amor. O primeiro facto, que deu origem a toda a criação, vem do amor de Deus pelo Homem. É Deus quem está por cima do ser de tudo o que existe, tendo tido especial cuidado com o Homem, criando-o à sua imagem e semelhança, capaz de ser livre e amar. O segundo facto, é o amor entre um homem e uma mulher que geram filhos, também capazes de serem livres e de amar.

Assim, a grande felicidade do homem está em, usando a sua liberdade, escolher bem os objetos do seu amor. Pode e deve gostar da chuva, do sol, das plantas e animais… ,mas, se deixar de amar o Pai, corre o risco de fazer parar o mundo.

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