Seminário transforma-se em centro «de apoio» e acolhimento aos profissionais no terreno que servem população afetada pela depressão Kristin

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D. José Ornelas, bispo diocesano, assinala que «uma emergência deste género precisa da solidariedade» e «da boa vontade de todos»

Foto: Agência ECCLESIA/HM

Leiria, 31 jan 2026 (Ecclesia) – O Seminário de Leiria está transformado num espaço de apoio e acolhimento aos profissionais que estão a participar em ações de assistência à população afetada pela depressão Kristin, que atingiu sobretudo esta região do território nacional.

Em declarações à Agência ECCLESIA hoje no local, D. José Ornelas, bispo de Leiria-Fátima, explica que quando tomou conhecimento dos efeitos da tempestade na diocese, pensou na possibilidade de o espaço se tornar “um ponto de apoio importante para cuidar dos cuidadores”.

Atualmente, o Seminário encontra-se a acolher profissionais da Proteção Civil, PSP, GNR e bombeiros, que chegam desde Viana do Castelo até Almodôvar e estão a pernoitar no local.

“Temos gente de todo o lado e estão a seguir os turnos, estão-se a revezar por indicação”, referiu o padre Armindo Janeiro, reitor do Seminário Diocesano de Leiria.

O sacerdote explica que as funções essenciais deste espaço continuam, mas que os grupos que tinham atividades agendadas este fim de semana para a Casa de Retiros decidiram que a melhor forma de ajudar era desmarcar essas ações.

Tudo tem de ser reinventado, cada família teve de se reinventar, porque as coisas estão destruídas. Uma emergência deste género precisa da solidariedade, da boa vontade de todos, e de um espírito aberto para colaborar” – D. José Ornelas.

Aquando da passagem da tempestade, o bispo de Leiria-Fátima relata que estava “resguardado” no Santuário da Cova da Iria quando, na noite de quarta-feira, se apercebeu do “vento violento”, mas só de “manhã” se deu conta do cenário, com “árvores quebradas”.

“Depois vim para aqui, para a diocese, e chegando aqui, este panorama era realmente algo de excecional. […] Já desde a primeira hora havia aqui Proteção Civil, havia corporações de bombeiros, e foi pedido este espaço também como ponto de apoio”, referiu.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) conta que o Seminário está a servir refeições e que só esta sexta-feira foram 1000 ao almoço.

“Estou feliz por esta instituição ter possibilidade de fazer isto. E isto é o que precisamos de fazer”, referiu.

O padre Armindo Janeiro refere que o Seminário Diocesano de Leiria tem estado em “permanente” contacto com a Proteção Civil e a Câmara Municipal.

“Há aqui várias coisas que funcionaram bem. Por um lado, os grupos que estão para ajudar estão organizados, há boa coordenação interna e as dificuldades são uma oportunidade para a gente perceber como é que pode fazer melhor”, salienta.

O sacerdote considera que esta situação é uma oportunidade de fazer acontecer a sinodalidade.

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