Leão XIV presidiu hoje, em Roma, ao tradicional ato de veneração à Imaculada Conceição, reunindo cerca de trinta mil pessoas na Praça de Espanha. Na primeira vez que conduz esta celebração, o Papa deixou um apelo à construção de uma humanidade mais reconciliada, pedindo que o Jubileu em curso inspire “portas abertas” e “oásis de paz”.
Diante do monumento mariano, onde depositou uma coroa de rosas brancas, o pontífice rezou para que a sociedade aprenda a cultivar a “arte da reconciliação” e se eduque para a “não violência”. Sublinhou que o Ano Santo, dedicado à esperança, deve ajudar a renovar gestos concretos de proximidade e a promover a dignidade humana, especialmente num tempo em que muitos se sentem “provados e por vezes esmagados”.
Leão XIV invocou a Virgem Maria para que a esperança jubilar floresça “em Roma e em cada canto da terra”, recordando as realidades das Igrejas locais, que acolhem diariamente “as tristezas e angústias” dos seus povos, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem. Pediu ainda à Imaculada que inspire coragem e sonhos, lembrando que “nada é impossível a Deus”, mas que a transformação do mundo exige também a colaboração humana.
O Papa expressou o desejo de que a comunidade católica seja “fermento na massa de uma humanidade que invoca justiça e esperança”, chamada a ser uma Igreja “com e entre as pessoas”. Evocando o “Sim” de Maria, rezou para que o Batismo continue a gerar homens e mulheres capazes de transformar a cidade terrena e preparar a Cidade de Deus.
A oração concluiu-se com a entrega de Roma e do mundo à proteção de Maria: “Imaculada, mulher de infinita beleza, cuida desta cidade e desta humanidade. Indica-lhe Jesus, leva-a a Jesus, apresenta-a a Jesus”.
Antes de chegar à Praça de Espanha, Leão XIV parou na Igreja da Santíssima Trindade, onde recebeu a homenagem da Associação de Comerciantes da Via Condotti. A deslocação fez-se em carro aberto, entre aplausos das ruas cheias; na primeira fila, como é tradição, encontravam-se doentes acompanhados por voluntários. A celebração mantém uma tradição que remonta a 1857, ano da inauguração do monumento dedicado à Imaculada Conceição.