Cidade do Vaticano, 22 de fevereiro de 2026 (Ecclesia) – O Papa desafiou neste dia os fiéis a silenciarem televisões, rádios e smartphones durante a Quaresma, convidando a um maior recolhimento e à escuta de Deus e dos outros.
Antes da recitação do ângelus, desde a janela do apartamento pontifício, Leão XIV apelou: “Vamos dar espaço ao silêncio: silenciemos um pouco as televisões, os rádios, os smartphones. Meditemos a Palavra de Deus, aproximemo-nos dos Sacramentos; escutemos a voz do Espírito Santo, que nos fala ao coração, e escutemo-nos uns aos outros”.
Perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa sublinhou a importância de dedicar tempo aos mais frágeis. “Dediquemos tempo a quem vive sozinho, especialmente aos idosos, aos pobres e aos doentes. Renunciemos ao supérfluo e partilhemos o que pouparmos com quem carece do necessário”, acrescentou.
Na reflexão sobre o Evangelho do I domingo da Quaresma, que apresenta as tentações de Jesus no deserto, o pontífice alertou para as ilusões da riqueza, da fama e do poder. “São apenas míseros substitutos da alegria para a qual fomos criados e, no final, deixam-nos inevitável e eternamente insatisfeitos”, advertiu.
Citando São Paulo VI, Leão XIV recordou que a penitência “enriquece e fortalece” a humanidade, orientando a vida para o amor e o abandono no Senhor.



