Papa propõe jejum de palavras ofensivas e apela à escuta dos oprimidos

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O Papa Leão XIV propôs, na sua mensagem para a Quaresma, um “jejum” de palavras ofensivas e um reforço da escuta do “clamor dos oprimidos”, sublinhando a necessidade de desarmar a linguagem na sociedade contemporânea.

No texto intitulado ‘Escutar e Jejuar. A Quaresma como tempo de conversão’, divulgado pela Santa Sé, o Papa convida à “abstinência de palavras que atingem e ferem o próximo”, defendendo que o jejum quaresmal deve ir além da privação de alimentos.

Leão XIV pede que a Quaresma torne os fiéis mais atentos a Deus e aos últimos, propondo um jejum que passe também pela língua, para diminuir as palavras ofensivas e dar espaço à voz do outro. O documento desafia a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, no trabalho, nas redes sociais, no debate político, nos meios de comunicação e nas comunidades cristãs.

A escuta é apresentada como primeiro sinal do desejo de relação, à imagem de Deus que escuta o clamor do seu povo. O Papa sustenta que as Sagradas Escrituras educam para reconhecer, no meio de múltiplas vozes, aquela que nasce do sofrimento e da injustiça.

A mensagem sublinha ainda a dimensão comunitária da Quaresma, recordando que a conversão abrange o estilo das relações e a qualidade do diálogo. A Quaresma inicia-se na quarta-feira de cinzas, a 18 de fevereiro, e prepara a celebração da Páscoa, a 5 de abril de 2026.

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